Calor vai provocar mais doenças

Aumento das temperaturas pode trazer consequências catastróficas

28 março 2004
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 Portugal poderá sofrer cada vez mais episódios de calor extremo como o do Verão passado, disse à Agência Lusa uma especialista britânica em climatologia. Jean Palutikof, directora de Investigação do Clima da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, que na semana passada participou num colóquio comemorativo do Dia Meteorológico Mundial, em Lisboa, disse à Agência Lusa que se prevê um aumento global médio da temperatura de entre dois e três graus centígrados até 2100. «Pode parecer trivial, mas o problema é o que acontece nos extremos», explicou a especialista, referindo-se a casos de temperaturas extremas como as que terão potenciado os efeitos dos incêndios em Portugal no ano passado ou o aumento do número de mortes em França. «O problema é que os extremos serão mais frequentes», acrescentou, admitindo que um grau a mais na média pode fazer uma diferença dramática no extremo. Mais fogos, um maior índice na relação entre os casos de doença e o número de habitantes de um aglomerado populacional (morbilidade) e mais mortes relacionadas com o calor intenso são alguns dos riscos do aumento das temperaturas. Jean Palutikof acredita que há uma maior probabilidade de as chuvas reduzirem do que de aumentarem em Portugal, admitindo a possibilidade de se alargar o período de seca no país e de, simultaneamente, se registarem episódios de chuvas intensas. Fonte: Lusa

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