Calor excessivo pode encurtar a duração da gravidez

Estudo publicado na revista “Environmental Health Perspectives"

06 dezembro 2011
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As altas temperaturas podem causar uma diminuição na duração da gravidez, na medida em que um dia de calor excessivo pode ser suficiente para adiantar o parto um dia, de acordo com os resultados de um estudo publicado na revista “Environmental Health Perspectives". Investigadores do (CREAL).

 

No estudo, liderado pelo Payam Dadvand, do Centro de Investigação Epidemiológica e Ambiental de Barcelona, foi medido o impacto de curto prazo da exposição materna aos extremos ambientais durante a gravidez, numa amostra de 7.585 partos que ocorreram durante o período 2001-2005, em Barcelona.

 

Para o trabalho foram usados dados nacionais sobre o calor, a temperatura diária para o período 1983-2006, usando três indicadores das condições de calor extremo com base na exposição ao calor incomum e à alta humidade.

 

Deste modo, quantificaram a mudança na duração da gravidez após a exposição materna ao calor extremo. Os resultados mostram que a exposição materna ao calor extremo pode ter um efeito imediato sobre a duração da gravidez, e que estas temperaturas extremas estão associadas a uma redução da idade gestacional média dos fetos.

 

Estudos anteriores apontaram para uma maior vulnerabilidade das mulheres grávidas ao calor, relacionando estas condições extremas com a indução das contracções uterinas, aumento da secreção de hormonas relacionadas ao parto (ocitocina e prostaglandinas) e um aumento dos níveis da proteína de choque térmico 70 associada ao nascimento prematuro.

 

O stress por calor é uma função da interacção da produção de calor interno, a capacidade e perda de calor para o meio ambiente e a carga de calor ambiental. Durante a gravidez, aumenta a deposição de gordura e a produção de calor interno devido ao crescimento fetal e do metabolismo.

 

Embora sejam necessários mais estudos para confirmarem estes resultados em diferentes contextos, um episódio de calor incomum no dia antes do parto está associado a uma redução de um dia na gravidez, reconheceu Dadvand. No entanto, dados do estudo revelam ainda que esse período pode originar uma redução de cinco dias da data do parto para valores de temperatura extremos.

 

De facto, tendo em conta que a redução de até uma semana de duração da gravidez tem sido associada a efeitos adversos à saúde dos recém-nascidos, os autores argumentam que estudos futuros devem considerar esses factores para informar as intervenções de saúde pública adequadas para o assunto.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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