Cálculos renais: teste ajuda a prever risco de recorrência

Estudo publicado no “Journal of the American Society of Nephrology”

12 agosto 2014
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Investigadores americanos desenvolveram um teste que prevê se o paciente que teve cálculos renais irá desenvolver outros no futuro. O estudo publicado no “Journal of the American Society of Nephrology” poderá ajudar os pacientes e médicos a determinar se é necessário a adoção de medidas preventivas.
 
A litíase renal é uma doença comum causada pela formação de depósitos de minerais, vulgarmente conhecidos como pedras nos rins, que afeta cerca de 6 a 9% da população. Em algumas situações, nomeadamente quando a urina se torna cronicamente muito concentrada, há acumulação de pequenos minerais que podem cristalizar e formar os chamados cálculos. O sintoma mais típico da litíase renal é a dor, chamada cólica renal, que surge precisamente devido à descida e passagem do cálculo através das vias urinárias. 
 
A maior preocupação dos pacientes que já tiveram litíase renal é saber se este evento doloroso irá ocorrer novamente. Existem algumas medidas que podem ajudar a prevenir a formação de um novo cálculo, tanto a nível dietético como através da toma de alguns fármacos. Contudo, estas medidas podem ser penosas, dispendiosas ou causar ainda feitos colaterais. 
 
“Se soubéssemos que os pacientes estariam em risco elevado de ter outro cálculo renal sintomático, poderíamos aconselhar os pacientes a adotar dietas preventivas ou a tomar medicamentos. Por outro lado, os pacientes que apresentam um baixo risco de ter outro episódio deste tipo não necessitariam de adotar medidas preventivas”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Andrew Rule. 
 
Foi neste contexto que os investigadores da Clínica Mayo, nos EUA, tentaram desenvolver uma ferramenta capaz de prever um risco de ocorrência de um segundo episódio de litíase renal, tendo para tal analisado registos clínicos de pacientes que já tinham sofrido um primeiro evento doloroso entre 1984 e 2003. Dos 2.239 indivíduos identificados, 707 tiveram um episódio recorrente ao longo de 2012.
 
Com base nas informações recolhidas, os investigadores desenvolveram um nomograma da recorrência de cálculos renais que utiliza 11 questões para calcular com precisão a probabilidade de um paciente ter outro cálculo renal sintomático dois, cinco e dez anos após o primeiro episódio. 
 
As características associadas a um risco maior incluem a idade, o paciente ser do sexo masculino, ser de raça caucasiana, antecedentes de cálculos ranais, presença de sangue na urina, cálculo de ácido úrico, cálculo obstrutivo na pelve renal, outros cálculos não obstrutivos e ainda outros eventos dolorosos associados à litíase renal apesar de não ter sido visualizado qualquer cálculo. 
 
Brian Eisner, investigador do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, referiu que o nomograma deverá ainda ser testado noutra população, para que a sua utilidade seja comprovada. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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