Cálculos renais: porque há pessoas mais suscetíveis?

Estudo publicado no “EMBO Journal”

23 abril 2012
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Investigadores americanos descobriram o motivo pelo qual algumas pessoas são mais suscetíveis a desenvolverem cálculos renais do que outras, dá conta um estudo publicado no “EMBO Journal”.

 

A maioria dos cálculos renais é formada quando a urina fica demasiado concentrada, permitindo que os minerais como o cálcio cristalizem e se agrupem. É do conhecimento científico que a dieta desempenha um papel importante no desenvolvimento desta condição, não beber água suficiente ou consumir sal em demasia também aumenta o risco da formação de cálculos.

 

Por outro lado, estudos recentes demonstraram que uma variação genética comum num gene, conhecido por claudin-14, estava associada a um maior risco de desenvolvimento de cálculos renais. Neste estudo, os investigadores da Washington University School of Medicine, nos EUA, descobriram como é que as alterações na atividade deste gene influenciavam o desenvolvimento desta condição.

 

Habitualmenteo gene claudin-14 não está ativo, o que permite ao sistema de filtração glomerular funcionar como é suposto. Essencialmente, os minerais presentes no sangue, como é o caso do cálcio e magnésio, atravessam os rins e são reabsorvidos de novo no sangue, onde são transportados para as células para desempenharem as suas funções.

 

Contudo, quando as pessoas consomem, através da dieta, elevadas quantidade de cálcio ou sal e não ingerem água suficiente, há um aumento da atividade do gene, que por sua vez impede que o cálcio seja reabsorvido no sangue. Assim, os investigadores verificaram que nestes casos há uma acumulação de cálcio na urina que conduz à formação de cálculos nos rins ou na bexiga. Os pacientes sentem uma dor intensa quando os cálculos ficam retidos na bexiga, ureter ou uretra e bloqueiam o fluxo da urina.

 

Esta investigação, liderado por Jianghui Hou, vem de encontro à teoria de que as pessoas que apresentam uma variação no gene claudin-14 perdem a capacidade de regular a atividade deste gene, aumentando o risco de formação de cálculos renais.

 

“Com este tipo de informação poderemos começar a pensar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e formas de determinar os riscos de desenvolvimento desta condição, que tipicamente aumenta com a idade”, revelou, em comunicado de imprensa, o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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