Cálculos renais associados a aterosclerose nas crianças

Estudo publicado no “Journal of Pediatrics”

24 setembro 2015
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Investigadores americanos identificaram uma ligação entre os cálculos renais, também conhecidos por pedras nos rins, nas crianças e o espessamento e endurecimento das artérias, que são percursores de várias doenças cardiovasculares, dá conta um estudo publicado no “Journal of Pediatrics”.
 
Conhecer a ligação entre os cálculos renais e fatores de risco cardiovascular pode ajudar os médicos e os pais a implementar medidas preventivas para reduzir o risco futuro de acidente vascular cerebral, enfarte agudo do miocárdio e outras formas de doença cardiovascular nas crianças afetadas.
 
Estudos recentes já tinham descoberto que havia uma ligação entre os cálculos renais e aterosclerose nos adultos. Neste estudo, os investigadores do Nationwide Children's Hospital, nos EUA, decidiram verificar se e por que motivo as crianças com pedras nos rins poderiam apresentar danos nas artérias.
 
No estudo os investigadores, liderados por Kirsten Kusumi, utilizaram exames imagiológicos para avaliar e comparar a espessura de artérias-chave em 15 crianças com cálculos renais e 15 crianças sem problemas renais. Nenhuma das crianças tinha sido diagnosticada com condições conhecidas por causar aterosclerose. Deste modo, quaisquer danos nas artérias poderiam ser associados à presença de pedras nos rins.
 
Os investigadores detetaram um aumento significativo na espessura da artéria carótida direita e na espessura média das artérias nas crianças com cálculos renais recentes.
 
“Agora que temos uma indicação clara de que a associação entre os cálculos renais e espessamento ou endurecimento arterial têm início na infância, podemos como médicos adotar medidas para tratar estes sintomas vasculares ou implementar medidas preventivas, como exercício e programas dietéticos”, disse a investigadora.
 
Apesar de os investigadores ainda não terem identificado o mecanismo responsável por esta associação, na sua opinião a inflamação pode desempenhar um papel chave. A análise da urina das crianças com anomalias arteriais revelou a presença de níveis elevados de marcadores inflamatórios.
 
“Pode ser que diferentes tipos de cálculos renais tenham diferentes causas e mesmos fatores de risco distintos. Se conseguirmos determinar o que está a acontecer no organismo que causa tanto as pedras nos rins como a aterosclerose, talvez seja possível atingir ou tratar as duas condições”, conclui um outro autor do estudo, Andrew Schwaderer.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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