Calcificação cardiovascular: potencial alvo terapêutico identificado

Estudo publicado na “Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology”

18 março 2014
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Investigadores americanos identificaram um novo marcador e potencial alvo terapêutico para a calcificação cardiovascular, dá conta um estudo publicado na “Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology”.
 

A calcificação cardiovascular, ou seja a deposição de minerais nas válvulas do coração e vasos sanguíneos, é uma das principais causas da doença cardiovascular.
 

“Infelizmente, atualmente não existe tratamento para a calcificação cardiovascular, a qual pode levar a eventos cardiovasculares agudos, como o enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, bem como insuficiência cardíaca. Ainda não encontramos uma forma de reverter ou abrandar este processo, o qual está associado ao envelhecimento e condições crónicas como aterosclerose, diabetes e doenças renais”, explicou em comunicado de imprensa a líder estudo, Elena Aikawa.
 

Neste estudo, os investigadores do Brigham and Women’s Hospital, nos EUA, constataram que nos osteoclastos, um percursor dos ossos, determinadas proteínas podem ser utilizadas para ajudar a destruir a calcificação cardiovascular através da dissolução de depósitos minerais.  
 

Os osteoclastos maduros não são tipicamente encontrados na vasculatura. Através da análise proteómica, estudo de proteínas, os investigadores analisaram, nos vasos sanguíneos, células semelhantes aos osteoclastos de forma a determinar quais as proteínas que induziam a formação de osteoclastos.
 

Os investigadores identificaram mais de 100 proteínas associadas ao desenvolvimento de osteoclastos. Seis destas proteínas foram posteriormente validadas como possíveis alvos terapêuticos, os quais poderão ajudar a promover o desenvolvimento de osteoclastos na vasculatura.
 

opinião da investigadora, é necessário compreender por que motivo os osteoclastos não estão presentes na vasculatura, apesar da ocorrência de calcificação das válvulas do coração e vasos sanguíneos. Para Elena Aikawa falta ainda apurar a diferença entre a calcificação na vasculatura e nos ossos. “Só depois seremos capazes de analisar formas de induzir a produção de osteoclastos na vasculatura”, conclui a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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