Caixa de plástico detecta se os alimentos estão estragados

Leia outras novidades da cozinha do futuro

22 dezembro 2004
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A cozinha do futuro está cada vez mais longe dos tradicionais tachos e panelas. Agora, um grupo de cientistas norte-americano está a desenvolver uma caixa de plástico que pode identificar que alimento está lá dentro e calcular a data de validade do produto. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão a criar novos objectos que --se tudo der certo—dentro em breve podem fazer parte dos nossos utensílios de cozinha. Alguns dos objectos parecem ser muito práticos, como uma caixa de plástico que pode detectar o alimento que está dentro do objecto e também calcular a validade.Com base na temperatura, a caixa controla automaticamente quantas horas a comida pode ser armazenada, sem se deteriorar. Quando colocado num frigorífico, o relógio move-se mais devagar e, ao ser deixado em cima da bancada da cozinha, o relógio anda mais depressa. «Estamos a brincar com temperaturas, salinidade e acidez», explicou Ted Selker, chefe da investigação em contra-inteligência do MIT, à BBC. No momento, adiantou o cientista, estão a pensar como os sensores poderão mudar a maneira como as pessoas fazem as coisas e melhorar essas tarefas. «O exemplo que mais gosto é uma colher que literalmente ensina uma pessoa a cozinhar, sentindo a textura e a temperatura daquilo que está a ser preparado.»Todas as inovações desenvolvidas pelo MIT são experimentais. O objectivo é ter ideias que ninguém teve antes --e Selker reconhece que alguns aparelhos devem funcionar melhor que outros. «Não estamos a criar produtos para o mercado», acrescentou. Por isso, muitas das experiências ainda têm fios pendurados ou parecem inacabados. Quando a ideia é completamente desenvolvida, a universidade oferece-as a uma empresa que desenvolve os produtos.Um dos aparelhos mais experimentais é uma caneca com visor de cristal líquido, resistores térmicos e tinta térmica. A espectacularidade deste objecto reside no facto de avisar quando o líquido está quente. Mas podem ser colocados outros sensores que avisam se tem muito açúcar ou se o leite está azedo.Outra ideia é substituir os lava-loiças de pedra ou metal por borracha, de modo a evitar que os pratos sejam partidos. O lava-loiças também se ajusta à altura da pessoa que está a lavar a louça e é capaz de suportar temperaturas até os 370ºC. Segundo o investigador do MIT, muito do que conhecemos das cozinhas de hoje deve mudar, incluindo as superfícies, à medida que os custos comecem a descer. «Podemos provavelmente fazer bancadas mais baratas do que as de hoje em dia», apontou Selker. E acrescentou: «E é muito provável que os materiais do futuro estejam relacionados com as denominadas coisas inteligentes. O chão e o material das bancadas devem ser mais flexíveis para os construtores e decoradores do que os materiais naturais --como madeira, granito, mármore e aço inoxidável.»Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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