Cafeína pode influenciar produção de espermatozoides

Estudo da Universidade da Beira Interior

27 abril 2015
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A cafeína poderá influenciar a produção de espermatozoides, revela uma investigação da Universidade da Beira Interior (UBI).
 
Embora sejam ainda necessários “mais estudos para esclarecer a dose de cafeína que pode ser benéfica ou prejudicial para a função das células de Sertoli, os resultados sugerem que o consumo moderado parece seguro para a saúde reprodutiva masculina e promove condições para o desenvolvimento e sobrevivência dos espermatozoides”, revela o autor da investigação, Pedro Oliveira, citado em comunicado enviado pela UBI à agência Lusa.
 
De acordo com a UBI, a investigação foi realizada in vitro com células de Sertoli humanas provenientes de biopsias testiculares.
 
Os cientistas aplicaram nestas células três doses diferentes de cafeína para imitar as concentrações observadas em consumidores pontuais, moderados e compulsivos de bebidas ricas em cafeína, como o café, chá verde e chá preto.
 
“Os resultados indicam que a cafeína altera o metabolismo das células de Sertoli, as quais apoiam o desenvolvimento dos espermatozoides”, explica Pedro Oliveira.
 
Segundo o referido estudo, “em doses baixas ou moderadas, o composto provoca que estas células produzam lactato, um elemento essencial para a espermatogénese acontecer”.
 
“No entanto, quando a quantidade de cafeína é muito elevada, o efeito pode ser o contrário por uma oxidação maior das células”.
 
Pedro Oliveira explica tratar-se de um “estudo preliminar que não permite estabelecer as doses específicas de cafeína que um adulto deve consumir”, mas também salienta que “os resultados obtidos sugerem que a ingestão de uma dose diária de cafeína, correspondente a três ou quatro cafés ou cinco ou seis chávenas de chá, parece não ter efeitos negativos sobre as células de Sertoli” e, melhor, “parece ter efeitos promotores sobre o funcionamento metabólico das células”.
 
Esta investigação está a ser levada a cabo no Centro de Investigação em Ciências da Saúde da UBI e foi recentemente publicada na revista científica “Toxicology”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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