Café reduz risco de fibrose nos pacientes com doença hepática

Estudo publicado no “Hepatology”

08 fevereiro 2012
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O consumo de café tem sido associado com a diminuição do risco de doença hepática e redução de fibrose nos pacientes com doença hepática crónica. Um novo estudo publicado na revista “Hepatology”, dá conta que o café também reduz o risco de fibrose avançada nos pacientes com doença hepática gorda não alcoólica.

 

O aumento constante da incidência da diabetes, obesidade e síndrome metabólica, nos últimos 20 anos, deu origem a uma maior prevalência da doença hepática gorda não alcoólica. De fato, os especialistas acreditam que a doença hepática gorda não alcoólica é principal causa de doença hepática crónica nos EUA, superando mesmo a hepatite B e C. A maioria dos pacientes com esta doença poderá desenvolver fígado gordo apresentando uma probabilidade baixa de desenvolver doença hepática progressiva. Contudo, alguns pacientes podem desenvolver esteato-hepatite não alcoólica, que é caracterizada por inflamação do fígado, destruição das células hepáticas e eventualmente formação de fibrose. Dez a onze por cento dos pacientes com esteato-hepatite não alcoólica podem desenvolver cirrose, ao longo de um período de 15 anos, contudo este número é bastante variável.

 

De forma a aprofundar o conhecimento sobre o efeito do consumo de café e a prevalência e severidade da doença hepática gorda não alcoólica, os investigadores do Brooke Army Medical Center, nos EUA, contaram com a participação de 306 pacientes que sofriam de esteato-hepatite não alcoólica ou doença hepática gorda não alcoólica, os quais foram questionados sobre o seu consumo de café e categorizados em quatro grupos distintos: pacientes que não tinham quaisquer sinais de fibrose; os que tinham esteatose; os que tinham esteato-hepatite não alcoólica estadio 0-1 e os que tinham esteato-hepatite não alcoólica estadio 2-4.

 

O estudo revelou que, em média, o grupo de controlo, esteatose; esteato-hepatite não alcoólica estadio 0-1 e esteato-hepatite não alcoólica estadio 2-4 consumiam 307, 229, 351 e 252 mg de cafeína por dia, respetivamente. Quanto à quantidade média de café, por dia, foi de 228, 160, 255, e 152 mg, respetivamente.

 

Os investigadores verificaram que houve diferenças significativas no consumo de café entre os pacientes com esteatose e esteato-hepatite não alcoólica estadio 0-1. Por outro lado, o consumo de café foi significativamente maior para os pacientes com esteato-hepatite não alcoólica  estadio 0-1 do que para os que tinham a doença entre o estadio 2 e 4.

 

Vários estudos têm demonstrado uma associação negativa entre o consumo de café e o risco de fibrose hepática. “O nosso estudo é o primeiro a verificar que existe uma relação histopatológica entre a doença do fígado gordo e o consumo de café”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Stephen Harrison. Concluindo que, “os pacientes com esteato-hepatite não alcoólica podem beneficiar do consumo moderado de café o qual pode diminuir o risco de fibrose avançada”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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