Café pode proteger contar doença do fígado gordo não alcoólica?

Estudo da Universidade de Nápoles

15 abril 2016
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O consumo de café pode ajudar a reverter a doença do fígado gordo não alcoólica, sugere um estudo apresentado no Congresso Internacional do Fígado que se realizou em Espanha.
 

Os investigadores da Universidade de Nápoles, em Itália, constataram que uma única dose de café, o equivalente a seis chávenas de café expresso por 70 kg, melhorava vários marcadores-chave da doença do fígado gordo não alcoólica em ratinhos alimentados com uma dieta rica em gordura. Verificou-se que estes ratinhos também aumentaram menos de peso, comparativamente com aqueles que foram alimentados com a mesma dieta, mas que não ingeriram a dose de café.
 

O estudo apurou que o café era capaz de proteger contra a doença do fígado gordo não alcoólica através do aumento dos níveis de uma proteína, a zonulina 1, que diminui a permeabilidade do intestino. De acordo com os investigadores, o aumento da permeabilidade do intestino contribui para os danos hepáticos e agrava a doença do fígado gordo não alcoólica.
 

Os indivíduos com doença do fígado gordo não alcoólica podem desenvolver fibrose hepática que pode progredir para uma condição potencialmente fatal conhecida por cirrose.
 

Estudos anteriores já tinham confirmado que o café era capaz de reverter os danos decorrentes da doença do fígado gordo não alcoólica, mas segundo um dos autores do estudo, Vincenzo Lembo, este foi o primeiro a demonstrar que o café pode influenciar a permeabilidade do intestino.
 

O estudo também demonstrou que o café pode reverter os problemas associados à doença do fígado gordo não alcoólica, nomeadamente a balonização dos hepatócitos, uma forma de degeneração das células hepáticas.
 

De forma a chegarem a estas conclusões, os investigadores analisaram três grupos diferentes de ratinhos ao longo de 12 semanas. Um dos grupos foi alimentado com uma dieta habitual, o segundo grupo foi alimentado com uma dieta rica em gordura e o terceiro com a mesma dieta e com uma solução de café descafeinado.
 

O estudo apurou especificamente que, a adição de café à dieta com elevado teor de gordura reverteu os níveis de colesterol, alanina aminotransferase (uma enzima que fica com níveis aumentados quando o fígado sofre danos), a quantidade de gordura nas células hepáticas (esteoatose) e a balonização dos hepatócitos.
 

Os investigadores constataram ainda que o café reduziu o aumento do peso ao longo do tempo nos animais. O estudo sugere que a adição do café à dieta pode provocar variações das junções intestinais, que regulam a permeabilidade do intestino.

 

“Apesar de não ser sugerido que se deve aumentar muito o consumo de café, o estudo fornece dados que podem ajudar investigações futuras a compreenderem melhor o papel terapêutico que o café pode desempenhar no combate à doença do fígado gordo não alcoólica”, concluiu um dos autores do estudo, Laurent Castera.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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