Café pode diminuir risco de desenvolvimento do cancro da pele

Estudo publicado na revista “Cancer Research”

05 julho 2012
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O aumento do consumo de café poderá reduzir o risco de desenvolvimento da forma mais comum de cancro da pele, o carcinoma basocelular, dá conta um estudo publicado na “Cancer Research”.

 

“Os resultados do nosso estudo indicam que quanto maior for o consumo de café com cafeína, menor é o risco de desenvolvimento de carcinoma basocelular”, revelou, em comunicado de imprensa um dos autores do estudo, Jiali Han.

 

O carcinoma basocelular embora se desenvolva lentamente, tem uma taxa de mortalidade elevada, representando um custo elevado para os sistemas de cuidados de saúde.

 

“Tendo em conta o grande número de novos casos diagnosticados, algumas mudanças diárias na dieta podem ter um impacto na saúde pública”, disse Jiali Han.

 

Neste estudo os investigadores da Harvard Medical School, nos EUA, analisaram os dados de 112.897 indivíduos dos quais 22.786 desenvolveram carcinoma basocelular, durante os 20 anos do período de acompanhamento.

 

O estudo apurou que havia uma associação inversa entre o consumo de cafeína e o risco de desenvolvimento de carcinoma basocelular. A mesma associação foi observada entre o consumo de cafeína, independentemente da sua fonte (café, chá ou chocolate), e o risco de desenvolvimento deste tipo de cancro. Contudo, o consumo de descafeinado não foi associado a uma diminuição do risco.

 

De acordo com os investigadores, estes resultados sugerem que a cafeína presente no café é a responsável pela diminuição do risco de desenvolvimento de cancro. Estes resultados vão de encontro aos encontrados em ratinhos, que indicam que a cafeína pode bloquear a formação do tumor. Mas para Jiali Han serão necessários mais estudos, em diferentes populações, para que estes resultados sejam definidamente comprovados.

 

Assim, para já Jiali Han não recomenda aumentar o consumo de café, apesar de acrescentar que estes resultados “colocam o carcinoma basal numa lista de doenças cujo risco é diminuído quando o consumo de café é aumentado, como é o caso da diabetes tipo 2 e da doença de Parkinson”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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