Café pode diminuir risco de depressão nas mulheres

Estudo publicado no “Archives of Internal Medicine”

03 outubro 2011
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O risco de depressão parece diminuir nas mulheres que apresentam um maior consumo de café com cafeína, de acordo com um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.
 

A cafeína é o estimulante do sistema nervoso central mais conhecido em todo mundo, sendo consumido em aproximadamente 80% sob a forma de café. Estudos anteriores sugeriram uma associação entre o consumo de café e o risco de depressão nos homens. Como a depressão é uma condição crónica e recorrente que afecta duas vezes mais as mulheres do que os homens "a identificação de factores de risco para a depressão entre as mulheres e o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção são, portanto, uma prioridade de saúde pública", revelam os autores do estudo em comunicado de imprensa.
 

Assim, para este estudo, os investigadores da Harvard School of Public Health, em Boston, EUA, analisaram a relação entre o consumo de cafeína ou de certas bebidas com cafeína e o risco de depressão nas mulheres.
 

Os investigadores, liderados por Michel Lucas, contaram com a participação de 50.739 indvíduos com uma média de idade de 63 anos, que não apresentavam sinais de depressão no início do estudo em 1996 e que foram acompanhados até Junho de 2006. O consumo de cafeína foi controlado através de questionários que indagavam sobre a frequência do consumo de café com ou sem cafeína, chá preto e de bebidas com baixo ou nenhum teor de cafeína ou chocolate consumidos nos 12 meses anteriores.
 

O estudo revelou 2.607 novos casos de depressão durante o período de acompanhamento. As mulheres que consumiam entre três a quatro chávenas de café com cafeína por semana apresentaram menor risco de depressão em cerca de 15% e 20%, respectivamente, em comparação com aquelas que consumiam apenas uma chávena ou menos. Além disso, as mulheres que consumiam 500 mg de cafeína por dia apresentaram uma diminuição em cerca de 20% no risco de depressão em relação àquelas que consumiam menos de 100 mg de cafeína por dia.
 

Os autores do estudo concluem assim que o risco de depressão diminui de forma dependente da quantidade de cafeína consumida. No entanto, como este foi um estudo observacional, não é possível provar que “a cafeína reduz o risco de depressão, mas sugere apenas a possibilidade de esta possuir efeito protector.” Desta forma são necessários mais estudos para confirmar os resultados e para determinar se o consumo de cafeína poderá contribuir para a prevenção e tratamento da depressão.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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