Café pode aumentar níveis de estrogénio em mulheres

Mais de duas chávenas por dia intensificam sintomas como dor na mama

27 novembro 2001
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Consumir mais de duas chávenas de café por dia pode aumentar os níveis de estrogénio – hormona esteróide sexual ou os seus equivalentes sintéticos que têm a propriedade de provocar as modificações que ocorrem no período da ovulação - nas mulheres e agravar distúrbios como dor na mama, sugere um estudo recente efectuado a cerca de 500 mulheres norte-americanas.
 

 

As voluntárias que tomaram mais café tiveram níveis maiores de estradiol - forma de estrogénio de ocorrência natural, no início da fase folicular, que ocorre nos primeiros cinco dias do ciclo menstrual.
 

 

Para o investigador Daniel W. Cramer, líder da equipa do Brigham and Women's Hospital, EUA, “níveis maiores de estrogénio não são benéficos para mulheres que têm endometriose, dor na mama e história familiar de cancro da mama ou ovário.”
 

 

Por isso, o especialista aconselha as pacientes a não consumirem mais de duas chávenas de café por dia.
 

 

O estudo incluiu quase 500 mulheres, entre 36 e 45 anos, que não estivessem grávidas, a amamentar ou que tomassem hormonas. Na primeira fase sofram submetidas a um questionário destinado a avaliar a alimentação, tabagismo, peso e altura. Paralelamente, os investigadores mediram os níveis de hormonas nos primeiros cinco dias do ciclo menstrual.
 

 

Café a mais
 

 

As voluntárias que consumiram maiores quantidades de colesterol e álcool e as que tomaram mais de uma chávena de café por dia tiveram níveis significativamente maiores de estrogénio durante o início da fase folicular do ciclo menstrual.
 

 

Independente da idade, índice de massa corporal (IMC), consumo de calorias e colesterol, fumo e álcool, o consumo de cafeína obtida de várias fontes foi associado a níveis maiores de estrogénio. As mulheres que ingeriram no mínimo 500 miligramas de cafeína diariamente, equivalente a quatro ou cinco chávenas, tiveram um nível quase 70 por cento maior de estrogénio na fase folicular, comparadas às voluntárias que não consumiram mais de 100 mg de cafeína diariamente, ou seja, menos de uma chávena.
 

 

As mulheres com mais de 40 anos bem como as fumadoras tiveram níveis maiores de hormonas de estimulação folicular (FSH), substância que reflecte o número de óvulos que restam no ovário. Esta hormonal tende a aumentar com a idade e os altos níveis apresentados correspondem a uma quantidade menor de óvulos. A observação de que as fumadoras tiveram níveis maiores de FSH sugere, segundo o investigador, que os ovários estão “mais velhos" em comparação com a idade cronológica.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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