Café melhora a memória

Estudo publicado na “Nature Neuroscience”

15 janeiro 2014
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Para além de ser a bebida eleita por milhões de indivíduos para aumentar o nível de energia e ajudar a acordar, o café é agora também apontado como um potenciador da memória, defende um estudo publicado na revista “Nature Neuroscience”.
 

“Sempre soubemos que a cafeína tinha efeitos cognitivos benéficos, mas nunca tinha sido analisado, em detalhe, quais os seus efeitos no fortalecimento da memória (…)", revelou em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Michael Yassa.
 

Neste estudo, conduzido pelos investigadores da Universidade de Johns Hopkins, nos EUA, foi fornecido a indivíduos que não bebiam ou comiam produtos com cafeína, um placebo ou 200 miligramas de cafeína, cinco minutos após terem visualizado várias imagens. Foram retiradas amostras da saliva antes, uma, três e 24 horas após terem ingerido cafeína.
 

No dia seguinte, a capacidade dos dois grupos reconhecerem as imagens do dia anterior foi testada. Num dos testes, algumas imagens eram as mesmas das do dia anterior, outras eram novas e algumas eram similares às imagens anteriormente visualizadas.
 

O estudo apurou que a cafeína tinha um efeito específico, com duração superior a 24 horas após a sua toma, na redução da perda de memória. Foi especificamente observado que as imagens similares foram identificadas corretamente por um maior número de indivíduos incluídos no grupo que tinha ingerido cafeína.
 

Os investigadores explicam que a capacidade do cérebro reconhecer as diferenças entre elementos similares, mas não idênticos, reflete um nível de memória de atenção mais profundo. “Se tivéssemos utilizado testes de memória habituais (…), talvez não tivéssemos encontrado qualquer efeito da cafeína. A utilização destes itens similares requer que o cérebro faça uma discriminação mais complexa, um processo que parece ser facilitado pela cafeína”, referiu o investigador.  
 

Os investigadores referem também que na maioria dos estudos realizados até à data, a cafeína foi administrada antes dos testes serm realizados. Assim, no caso de haver um efeito benéfico, não era claro se este era devido ao efeito da cafeína na atenção, vigilância, ou outros fatores. “Com a administração da cafeína após o teste, colocamos de parte todos estes efeitos, e certificamo-nos que na presença de um efeito positivo este era exclusivamente devido à memória e não a outros fatores”, referiu Michael Yassa.
 

Os autores do estudo planeiam agora estudar os mecanismos cerebrais que são responsáveis por este aumento da memória.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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