Cães paralíticos voltam a movimentar-se

Tratamento abre esperança a humanos

27 abril 2005
  |  Partilhar:

 

 

 

 

A Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, desenvolveu um tratamento pioneiro que permitiu a recuperação dos movimentos de cães com paralisia. O resultado aumenta as esperanças de que o método também funcione em seres humanos.
 

 

Até agora, nove cães que ficaram paralisados, devido a atropelamentos ou que sofreram danos na coluna vertebral, foram tratados pelos cirurgiões veterinários Robin Franklin e Nick Jeffery, da Universidade de Cambridge.
 

 

Todos eles recuperaram alguma mobilidade, conseguindo sacudir as pernas traseiras em apenas um mês, embora ainda estejam a recuperar lentamente a capacidade de aguentar o próprio peso, segundo Jeffery.
 

 

O tratamento inclui a retirada de células nervosas do cérebro que são injectadas na parte danificada da medula. Geoffrey Raisman, um especialista do Instituto de Neurologia da University College London, disse à revista New Scientist acreditar que os mesmos benefícios poderão ser observados em seres humanos.
 

 

Uma equipe de cientistas australianos já tratou humanos com essas células, mas os resultados do tratamento só serão publicados em 2007.
 

 

Os cientistas de Cambridge usaram o tratamento em cães que estavam com paralisia havia, mais ou menos, três meses. O tratamento consiste nas células, chamadas OEG, ligadas ao olfacto. Estas são as únicas células nervosas capazes de se regenerarem constantemente.
 

 

As células foram recolhidas depois de uma cirurgia para abrir o crânio dos cães. Depois, foram, então, multiplicadas em laboratório, para, posteriormente, serem injectadas na medula.
 

 

Além de recuperar parte dos movimentos, os animais também parecem ter recuperado algumas sensações na parte inferior à região do traumatismo.
 

 

Três dos cães passaram a conseguir avisar os seus donos quando precisam de fazer as necessidades fisiológicas, embora ainda não tenham recuperado o controlo total.
 

 

Agora, a equipa de veterinários está a procurar alternativas às células OEG, dado que três dos cães sofreram ataques epilépticos como consequência da cirurgia. Os cientistas identificaram uma forma de células estaminais _encontrada na mucosa do nariz e que poderá ser transformada em OEG no laboratório. Essas células podem ser recolhidas a partir de raspagens das vias nasais, mas ainda não há resultados concretos sobre o seu uso.
 

 

No momento, os cientistas estão a avaliar as diferentes possibilidades para ajudar as pessoas paralisadas a recuperar os movimentos. Um estudo publicado recentemente também mostrou que um produto químico, chamado PEG, injectado 48 horas depois do acidente, parecia aumentar as probabilidades de recuperação.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.