Cada indivíduo tem 100 vezes mais genes microbianos do que humanos

Estudos liderados pela Harvard School of Public Health

18 junho 2012
  |  Partilhar:

Estudos liderados por investigadores da Harvard School of Public Health, nos EUA, identificaram e analisaram os microrganismos presentes no corpo humano, tendo estimado que cada indivíduo alberga cerca de 100 vezes mais genes microbianos do que humanos.

 

Os estudos desta universidade fizeram parte do Human Microbiome Project (HMP), uma colaboração multidisciplinar de 250 investigadores oriundos de 80 instituições, os quais publicaram simultaneamente os resultados na revistas “Nature”, “Nature Methods” e “PLoS”.

 

Para o estudo, os investigadores do HMP recolheram amostras de tecidos de diferentes zonas do corpo humano, como boca, nariz, pele e intestino, de 242 indivíduos saudáveis. Os autores do estudo estimam que no corpo humano habitem mais de 10.000 espécies de microrganismos, 81 a 99% foram identificados através deste projeto, entre os quais se encontram vários patogénicos oportunistas, que habitualmente são inofensivos mas que perante determinadas circunstâncias podem causar doença.

 

Os investigadores desenvolveram métodos informáticos capazes de categorizar uma grande quantidade de informação genética do microbioma humano e analisar de que forma estes microrganismos atuam no corpo humano, por exemplo na digestão de alimentos, ou na redução da inflamação.

 

“O conhecimento do tipo de microrganismos habitualmente encontrados no corpo humano pode ajudar a perceber melhor o papel que eles desempenham durante o desenvolvimento das doenças”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Curtis Huttenhower. “Assim como a sequenciamento do genoma humano ajuda a identificar os genes protetores ou prejudiciais, o genoma microbiano também pode também fornecer informações sobre os seus benefícios e riscos para a saúde”.

 

“Constatámos que cada indivíduo tem uma composição microbiana única, da mesma forma que o genoma de cada indivíduo é único”, acrescentou Curtis Huttenhower. Os cientistas especularam ainda que as variações do microbioma de um indivíduo podem estar associadas com a dieta, composição genética, amamentação, exposição ambiental, função imunitária, entre outros fatores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.