Cabras poderão produzir vacina contra malária

Investigadores fazem experiências em animais de maior porte para diminuir custos

03 janeiro 2002
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Cabras poderão produzir vacina contra malária
 

Investigadores fazem experiências em animais de maior porte para diminuir custos
 

 

Os avanços da engenharia genética podem abrir caminho para o desenvolvimento de uma vacina contra a malária produzida no leite de cabra.
 

 

A expectativa dos cientistas é que a técnica possa levar à produção da vacina a preços mais reduzidos do que os custos que envolve a fabricação de vacinas em laboratório.
 

 

Até ao momento, os cientistas já desenvolveram um rato transgénico capaz de produzir no seu leite uma vacina experimental contra a malária. Quando uma versão mais pura da vacina foi injectada em macacos, esta revelou proteger 80 por cento dos animais contra uma forma letal da malária.
 

 

A malária é endémica em várias partes do mundo e é especialmente grave em África. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença afecta entre 300 a 500 milhões de pessoas por ano, matando um milhão anualmente.
 

 

Os investigadores querem agora transferir a experiência feita com ratos para animais maiores, como cabras, para que a produção da vacina se torne mais barata.
 

 

Os resultados dos estudos feitos até agora foram publicados no site da Academia Nacional de Ciências dos EUA. "Além de eficaz, a vacina tem de ser de fabricação barata para que possa ser usada nos países que mais precisam dela", disse o investigador Anthony Stowers, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID). "O uso de animais transgénicos pode permitir que esses dois objectivos sejam conquistados", concluiu o cientista.
 

 

A equipa de Stowers investiga agora como os animais transgénicos podem produzir proteínas para uso específico na produção da vacina contra a malária.
 

 

Para tal, a equipa produziu dois tipos de ratos que incluem o gene de uma proteína da superfície de um parasita responsável pelo pior tipo de malária, o Plasmodium falciparum.
 

 

Os investigadores conseguiram activar a proteína nas células mamárias dos ratos, levando à secreção do material no leite. Nos dois casos, os ratos produziram uma grande quantidade de proteína para a vacina, que foi usada em macacos. Os estudos com animais de maior porte, como cabras, ainda não foram publicados, mas os resultados preliminares parecem encorajadores.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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