Bush pede proibição total da clonagem humana
10 abril 2002
  |  Partilhar:

O presidente norte-americano, George W. Bush, pediu ao Senado a proibição de experiências que conduzam à clonagem, incluindo as destinadas a ajudar os pacientes a gerarem tecidos para transplantes em si próprios.
 

 

Fontes da Casa Branca indicaram ontem que Bush iria formular a sua posição sobre o assunto, que provocou enormes divisões entre a comunidade científica, durante um discurso.
 

 

As suas palavras na Casa Branca deram início ao que os peritos consideram ser um novo confronto entre opositores e partidários da clonagem.
 

 

Os primeiros, principalmente políticos conservadores, rejeitam a destruição do embrião humano em experiências, os segundos afirmam que essas mesmas experiências ajudarão a encontrar a cura para várias doenças.
 

 

Entre estes últimos figuram políticos liberais, cientistas e artistas como o actor Christopher Reeve, que encarnou a figura do Super-Homem no cinema e ficou paralisado após sofrer uma lesão na coluna, esperando agora que a investigação em células precursoras lhe devolva algum dia os movimentos do seu corpo.
 

 

Os dois sectores lutam por conseguir os votos de alguns senadores que, no entanto, não adoptaram uma posição definitiva sobre o tema.
 

 

A Câmara dos Representantes aprovou já uma iniciativa que proíbe a clonagem humana, incluindo a clonagem terapêutica, que supõe a criação de um embrião a partir das células de um paciente para utilizá-lo como fonte de células estaminais.
 

 

Estas células apresentam a capacidade de se transformarem em qualquer tipo de tecido do corpo (ósseo ou neurológico, por exemplo), e os cientistas afirmam que se poderão transplantar sem qualquer problema de rejeição, uma vez que são provenientes dos tecidos do próprio paciente.
 

 

Ao ser conseguida essa transformação, poder-se-iam regenerar tecidos neurológicos destruídos pela doença de Alzheimer ou pela esclerose múltipla, abrindo igualmente a possibilidade de cura de outras doenças como a diabetes juvenil, segundo os defensores das experiências.
 

 

Mas os opositores afirmam que é possível encontrar outros tratamentos para essas doenças e que a destruição de um embrião é um erro moral, independentemente do seu estádio de desenvolvimento.
 

 

Fonte: Lusa

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.