Bush nomeia peritos em células estaminais para o Conselho de Bioética
18 janeiro 2002
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O presidente norte-americano nomeou para membros do Conselho de Bioética 17 peritos em células mãe que deverão aconselhá-lo sobre este polémico assunto que coloca frente a frente a ciência e os opositores do aborto.
 

 

Bioquímicos e outros cientistas, peritos em leis, moralistas e humanistas vão assessorar o presidente George W. Bush nas decisões que possam ser tomadas futuramente sobre a investigação com estas células, identificadas em 1998.
 

 

As células mãe, que os cientistas denominam "células embrionárias" ou estaminais ("stem", em inglês), são obtidas durante as primeiras fases da divisão do embrião, tendo o potencial de se transformar, se forem cultivadas, em qualquer tipo de tecido do corpo humano.
 

 

No entanto, a sua obtenção implica a destruição dos embriões dos quais são provenientes, o que para os grupos contrários ao aborto e outras entidades religiosas e conservadoras representa um atentado contra a vida.
 

 

Em Agosto de 2001, Bush tomou uma decisão salomónica sobre o assunto, ao permitir investigação com estas células, mas apenas com as que já tinham sido obtidas, proibindo a criação e posterior destruição de novos embriões.
 

 

O Conselho de Bioética será dirigido por Leon Kass, um perito em ética biomédica da Universidade de Chicago.
 

 

Em consequência dos diferentes ramos de onde são provenientes os novos membros do Conselho, estes poderão assessorar o presidente a partir dos diferentes ângulos e pontos de vista nos quais se desenvolveu a polémica.
 

 

Os defensores do uso das células mãe, a maioria da comunidade científica, argumentam que os embriões obtidos procedem dos óvulos que sobram nas clínicas de tratamentos de fertilidade que, de qualquer modo, têm de ser destruídos.
 

 

Os detractores desta técnica, no entanto, explicam que existem outros tipos de células "mãe", as que provêem de tecidos adultos e não de embriões, que podem ser igualmente prometedoras com a vantagem do seu uso não implicar a destruição de embriões.
 

 

Fonte: Lusa
 

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