Bullying e maus-tratos associados a tendências suicidas em jovens

Estudo publicado no “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”

25 outubro 2012
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Crianças vítimas de bullying, abuso sexual ou maus-tratos apresentam maiores probabilidades de ter pensamentos suicidas, revela um estudo publicado na “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”.
 

O estudo analisou 1.200 crianças e adolescentes entre os 10 e 17 anos de idade e revelou que 4,3% dos inquiridos teve pensamentos suicidas no mês anterior à entrevista. Estes resultados demonstraram que jovens vítimas de bullying apresentaram uma probabilidade duas vezes maior de pensarem em suicídio do que aqueles que não eram vitimizados. Jovens abusados sexualmente apresentaram um risco 3,4 vezes superior e vítimas de maus-tratos apresentaram um risco 4,4 vezes maior de ter pensamentos suicidas. As crianças vítimas de sete ou mais tipos de vitimização no ano anterior apresentaram um risco seis vezes superior de considerar o suicídio em comparação com os jovens e crianças que não tinham sofrido qualquer tipo de vitimização.
 

Estes resultados comprovam aquilo que já se sabia e suspeitava acerca das consequências da vitimização de jovens. “Existe um risco real de pensamentos suicidas em crianças que são vítimas em várias áreas da sua vida”, refere Joseph Wright, pediatra no Children’s National Medical Center, em Washington, EUA.
 

“A exposição a múltiplas formas de vitimização é especialmente prejudicial”, revela o autor do estudo, Heather Turner. Na opinião desta professora de sociologia da University of New Hampshire, nos EUA, para identificar crianças e jovens em risco é necessária “uma abordagem mais holística e centrada nos jovens”.
 

De acordo com Victor Fornari, diretor de pedopsiquiatria do North Shore-LIJ Health System, em nova Iorque, nem sempre é fácil identificar jovens com pensamentos suicidas. “Muitos jovens com pensamentos suicidas não têm aspeto taciturno e, quando questionados, negam-no”, esclarece Fornari. “Quando uma criança refere o suicídio, temos de levar isso a sério. Não saberemos se estão a falar a sério ou não se não for avaliado.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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