Britânicas perdem o direito de usar óvulos fecundados por ex-maridos

Tribunal ordena destruição dos embriões

01 outubro 2003
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A Justiça do Reino Unido rejeitou, ontem, a reivindicação de duas mulheres britânicas de utilizar embriões congelados, para satisfazer o desejos de maternidade, contrariando a opinião dos antigos companheiros.
 

 

A batalha legal das duas mulheres, Natallie Evans, 31, e Lorraine Hadley, 38 anos, não era apenas contra os ex-companheiros, mas também contra o Acto de Fertilização Humana e Embriologia, de 1990, que impede uma mulher de utilizar embriões, mesmo que sejam seus, fecundados pelo sémen de um homem que não autorize a utilização.
 

 

Natallie Evans e o ex-companheiro, Howard Johnston, decidiram congelar seis embriões antes dela se submeter a terapia a um cancro do ovário, que a deixou estéril. Posteriormente, separaram-se e Howard reclamou a destruição dos embriões. Lorraine Hadley, de 37 anos, empreendeu uma acção semelhante contra o ex-marido, Wayne, com quem congelou embriões. Lorraine tem uma filha de 17 anos de uma relação anterior, mas agora tem problemas de fertilidade. O casal separou-se e o ex-marido não deseja ter outro filho.
 

 

O juiz, Nicholas Wall, mostrou-se solidário com os envolvidos, mas disse que o acto dos ex-maridos deveria ser respeitado. «O acto permite que um homem na posição desses homens não queira se tornar o pai de uma criança de uma mulher de quem ele tenha se separado e com quem ele não tenha mais nada em comum a não ser os embriões congelados», disse ele. «Seria fácil criticar esses homens, mas essas críticas seriam injustas no meu julgamento.»
 

 

O tribunal ordenou a destruição dos embriões. Ambas as mulheres argumentaram, ao longo do processo, que o recurso a embriões congelados era a única maneira de terem filhos de forma natural.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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