Bricolagem e jardinagem reduzem risco de enfarte e AVC

Estudo publicado no “British Journal of Sports Medicine”

31 outubro 2013
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A prática de bricolagem e jardinagem pelos indivíduos com mais de 60 anos pode reduzir o risco de enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e prolongar a vida em cerca de 30%, sugere um estudo publicado no “British Journal of Sports Medicine”.
 

Segundo os autores do estudo, a prática deste tipo de atividades pode ser tão benéfica quanto a prática de exercício, sendo desta forma ideal para os idosos que não praticam exercício regularmente.
 

De forma a chegar a estes resultados, os investigadores contaram com a participação de 4.000 indivíduos suecos com mais de 60 anos, cuja saúde cardiovascular foi acompanhada ao longo de 12,5 anos. No início do estudo, os participantes foram avaliados quanto ao estilo de vida adotado, nomeadamente dieta, hábitos tabágicos, consumo de álcool e prática de exercício físico.
 

Os indivíduos foram também questionados relativamente à frequência com que praticavam, nos 12 meses anteriores, algumas atividades diárias, como jardinagem, bricolagem, manutenção dos seus carros e recolha de amoras, e também sobre a prática de exercício físico. Os participantes foram também sujeitos, no início do estudo, a testes laboratoriais e a um exame físico para avaliação dos níveis de açúcar e gordura no sangue, cujos níveis elevados estão associados a um maior risco de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.
 

Os investigadores verificaram que os indivíduos que, no início do estudo, praticavam com mais frequência atividades diárias apresentam um perfil de risco cardiovascular mais baixo, comparativamente com aqueles que eram pouco ativos. Este perfil inclui menor perímetro abdominal, níveis mais baixos de gorduras sanguíneas potencialmente prejudiciais, níveis mais baixos de glucose e fatores de coagulação.
 

O mesmo tipo de resultados foram observados para os participantes que praticavam muito exercício físico, mas que não realizavam com tanta frequência as atividades diárias. Foi também observado que aqueles que praticam mais exercício físico e atividades diárias eram aqueles que apresentam um perfil de risco mais baixo. Ao longo do período de acompanhamento, 476 participantes tiveram o seu primeiro enfarte agudo do miocárdio e 383 morreram devido a diversas causas.
 

O estudo apurou que, comparativamente com aqueles que praticavam baixos níveis de atividades diárias, os que praticavam com este tipo de atividades uma maior frequência apresentavam um risco 27% menor de sofrer um enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral e a uma redução do risco de morte por todas as causas em cerca de 30%.
 

“Estes resultados são particularmente importantes para os idosos, uma vez que os indivíduos desta faixa etária tendem, comparativamente com outros grupos, a despender mais tempo a realizar atividades diárias uma vez que apresentam mais dificuldades em praticar exercício físico de elevada intensidade”, referem os autores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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