Brasil é o segundo país com mais casos de lepra

Jair Bolsonaro diz-se "envergonhado" com números

11 julho 2019
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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, declarou sentir "vergonha" por o Brasil ser o segundo país com maior número de casos de lepra identificados e anunciou medidas para a erradicação da doença durante o seu mandato.
 
Foi na presença do embaixador japonês da Boa Vontade da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a eliminação da hanseníase (nome como também é designada a Lepra), Yohei Sasakawa, que Bolsonaro alertou para a posição em que o país sul-americano se encontra.
 
De acordo com Bolsonaro, no Brasil, a cada 100 mil pessoas, 1,3 têm hanseníase, acrescentando que existem "mais de 100 mil" doentes com esta enfermidade crónica e transmissível no país.
 
"Isto acontece junto das pessoas mais pobres, em estados como o Pará e o Maranhão. (...). As pessoas mais humildes, tendo em vista onde habitam, são mais propensas a esse tipo de doença", frisou o governante, alertando para que a população esteja atenta aos sintomas, como manchas na pele.
 
O Presidente brasileiro anunciou medidas para a eliminação da doença, tendo o executivo reforçado que o diagnóstico e tratamento são totalmente custeados pelo Estado.
 
De acordo com a OMS, todos os anos mais de 200 mil novos casos da doença são detetados em todo o mundo, sendo que o Brasil, Índia e Indonésia concentram 80% desse total.
 
A hanseníase, conhecida no passado como lepra, é uma doença crónica, transmissível por vias áreas superiores, ou seja, tosse ou espirros, e pode afetar pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade.
 
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, a doença apresenta um longo período de incubação, podendo haver um intervalo, em média, de dois a sete anos, até que os sintomas se manifestem.
 
A hanseníase provoca alterações na pele e nos nervos periféricos, podendo ocasionar, em alguns casos, lesões neurológicas, o que gera níveis de incapacidade física.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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