Braço prostético controlado pela mente é uma realidade

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

13 outubro 2014
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Pela primeira vez, uma prótese robótica controlada via interface neuromuscular implantada tornou-se uma realidade clínica. Este novo sistema de implante fornece aos pacientes novas oportunidade tanto ao nível das suas atividades diária como profissionais, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 
O paciente em causa tinha o braço amputado há 10 anos. Antes da cirurgia, a sua prótese era controlada através de elétrodos colocados na pele. Este tipo de sistema de controlo pode ser falível e limitar a utilidade das próteses robóticas, o que leva muitos pacientes a deixarem de usar este tipo de próteses.
 
Contudo, em janeiro de 2013, este paciente sueco foi a primeira pessoa do mundo a ter um braço prostético que tem uma ligação direta aos ossos, nervos e músculos. Este novo sistema de implante criado pelos investigadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, utiliza um implante de titânio ligado diretamente ao osso do braço, que envolve um processo conhecido como osteointegração, criando assim uma fusão estável entre o paciente e o implante.
 
“O braço artificial está ligado ao esqueleto, fornecendo assim estabilidade mecânica. O sistema de controlo biológico humano, os nervos e músculos, também estabelecem interface com o sistema de controlo da máquina através de elétrodos neuromusculares. Isto cria uma união íntima entre o corpo e a máquina e entre a biologia e mecatrónica”, explicou, o primeiro autor do estudo, Max Ortiz-Catalan.
 
O estudo refere que a ligação dos elétrodos diretamente aos nervos e músculos significa que o paciente é capaz de controlar mais facilmente a prótese e com maior precisão, o que permite manusear objetos de diferentes dimensões. Na verdade, desde que recebeu este novo sistema de controlo, o paciente que trabalha como motorista de camião conseguiu lidar com todas as situações diárias com que se depara, desde apertar o reboque, a fazer coisas mais delicadas como empacotar ovos.
 
Os investigadores concluíram que o próximo passo é agora tentar fazer com que o paciente obtenha uma sensação de longo termo através da prótese. Esta nova forma de implante é bidirecional, ou seja, não só o braço prostético recebe sinais do cérebro, como o cérebro recebe sinais na direção oposta.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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