BPA associado a parto pré-termo

Estudo divulgado no “The Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine”

29 março 2016
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Concentrações elevadas de um composto químico utilizado frequentemente na produção de plásticos, o bisfenol A (BPA), poderá contribuir para partos pré-termo, considera um estudo publicado no “The Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine”.
 
“As mulheres encontram-se continuamente expostas ao BPA, uma vez que este é usado na construção e no revestimento de recipientes de alimentos e a sua libertação para a comida é aumentada através de micro-ondas e outras fontes de aquecimento”, revela Ramkumar Menon, líder do estudo, em comunicado de imprensa. “Aliás, o BPA é usado de forma tão disseminada que praticamente todas as mulheres apresentam algum nível de exposição”, acrescenta.
 
O estudo, conduzido pela Universidade de Texas, em conjunto com o Hospital Universitário Winthrop e o Kaiser Permanente da Califórnia do Sul, nos EUA, analisaram amostras de sangue de grávidas colhidas aquando do seu internamento para o parto, assim como líquido amniótico recolhido durante o parto.
 
Os resultados sugeriram que mulheres grávidas com elevados níveis de BPA no sangue apresentavam maior probabilidade de terem o parto mais cedo do que outras mulheres com níveis mais baixos de BPA.
 
De acordo com os cientistas, o BPA apresenta uma estrutura semelhante à hormona feminina estrogénio, ligando-se aos recetores desta hormona, incluindo àqueles responsáveis por inflamações. Ora, a inflamação anormal aumenta o risco de várias complicações da gravidez, nomeadamente o rebentamento precoce das águas e o parto pré-termo. 
 
“A utilização disseminada do BPA em materiais da nossa vida quotidiana e os nossos achados de que todos as pacientes apresentam algum nível de exposição sugerem que o contacto com estes materiais é inevitável”, adianta Menon. “Isto sugere que é necessário uma melhor compreensão de como é que o BPA pode alterar a fisiologia materna para se poder minimizar o risco de resultados adversos na gravidez”.
 
Atualmente, a mesma equipa que conduziu este estudo encontra-se a realizar outras investigações com células do útero de mulheres grávidas e membranas fetais para documentar estas vias moleculares e identificar possíveis alvos de intervenção.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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