Bolsas Terry Fox 2013 atribuídas a investigações do cancro da mama e sangue

Anúncio da Liga Portuguesa Contra o Cancro

05 abril 2013
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As bolsas Terry Fox 2013 foram esta semana atribuídas aos cientistas Ana Barbas e António Almeida por trabalhos de investigação genética relacionados com os cancros da mama e do sangue, anunciou a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
 

Ana Barbas, do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), está a trabalhar, com recurso à engenharia genética, num anticorpo específico para bloquear a comunicação descontrolada, nas células tumorais do cancro da mama, de duas proteínas - "Notch1" e "Delta-like-1".
 

António Almeida, da Unidade de Investigação em Patobiologia Molecular do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, está a estudar o papel das alterações epigenéticas (adições ou remoções de pequenas moléculas no ADN) na anemia de Fanconi, uma doença genética que tende a levar ao aparecimento de cancros do sangue, da cabeça e do pescoço.
 

Segundo Ana Barbas, o seu estudo pretende ter "uma abordagem inovadora do cancro da mama", ao testar um anticorpo específico para normalizar a ligação entre duas proteínas que existem à superfície das células - a "Notch1" e a "Delta-like-1" - que, nos tecidos tumorais malignos, "está desregulada", por excesso.
 

António Almeida estima ter resultados dentro de cerca de dois anos e que os mesmos "possam abrir novas portas para a prevenção e os tratamentos de cancros", nos doentes com anemia de Fanconi.
 

O hematologista do IPO de Lisboa propõe-se estudar o efeito que determinados medicamentos - inibidores de deacetilase de histona (uma enzima) - "têm sobre a expressão de genes, o perfil de modificações epigenéticas e o defeito de reparação do ADN".
 

Segundo António Almeida, os doentes com anemia de Fanconi são mais propensos a certos tipos de cancro, designadamente do sangue, da cabeça e do pescoço.
 

De acordo com o médico do IPO, os inibidores de deacetilase de histonas conseguem "restituir a expressão normal de genes importantes para prevenir o desenvolvimento de cancros", através de um processo designado como "acetilação de histona", uma reação que é produzida com este tipo de proteína.
 

O investigador adiantou à Lusa que os inibidores de deacetilase de histonas têm "tido sucesso no tratamento de vários cancros, sobretudo do sangue", porque "alteram as modificações epigenéticas", que se definem como "adições ou remoções de pequenas moléculas no ADN ou proteínas associadas ao ADN, tais como as histonas, e através das quais as células regulam a expressão dos genes".
 

Os resultados preliminares da investigação revelaram que os "inibidores de deacetilase de histonas reduzem a fragilidade genética das células de anemia de Fanconi", assinalou António Almeida, acrescentando que pretende "estudar o mecanismo preciso pelo qual este efeito é obtido".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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