Bolsa de estudo para jovens com cancro

Iniciativa da Acreditar

23 julho 2014
  |  Partilhar:

A Acreditar decidiu atribuir bolsas de estudo a jovens doentes ou sobreviventes da doença, numa altura em que crescem os pedidos de ajuda de famílias “fragilizadas e carenciadas”.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o programa de atribuição de bolsas de estudo para o ano letivo 2014-2015 vai contemplar apenas dois jovens, mas a intenção é que, no futuro, sejam atribuídas mais bolsas.
 

“Se conseguirmos angariar apoios junto da sociedade civil, talvez consigamos ajudar mais jovens” a prosseguir os estudos, disse à agência Lusa a diretora da associação, Margarida Cruz.
 

A criação destas bolsas teve como objetivo responder à necessidade que os pais têm de poderem continuar a apostar na educação dos filhos, que “vão ficar bons e vão precisar de ter uma boa profissão, uma boa formação”.
Sob o lema “Tratar a criança com cancro e não só o cancro na criança”, a Acreditar tem feito a diferença no dia-a-dia de milhares de crianças, adolescentes e respetivas famílias, intervindo a nível emocional, material, financeiro e educativo.
 

Em jeito de balanço do trabalho realizado ao longo de duas décadas da Acreditar, Margarida Cruz referiu que a associação cumpriu o seu papel, mas o “balanço seria muito mais positivo”, se a associação pudesse ter deixado de existir: “Era um ótimo sinal”.
 

O que tem acontecido é que há “cada vez mais famílias fragilizadas e carenciadas” a recorrerem à instituição, "como último recurso", uma situação potenciada pelos cortes orçamentais ao nível da proteção social, pelo aumento do desemprego, das despesas com os tratamentos e as deslocações ao hospital.
 

No ano passado, foram encaminhadas para a instituição 278 famílias pelos serviços sociais do IPO do Porto, de Coimbra e Lisboa, do Hospital de S. João, Hospital Pediátrico de Coimbra, Hospitais da Universidade de Coimbra e Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

 

“Nós que não tínhamos uma vocação para dar apoio económico, cada vez mais temos de ajudá-las a vencer algumas dificuldades económicas, até porque numa fase tão complicada da vida deles é quase injusto que ainda tenham que estar a pensar se têm dinheiro para pagar a renda”, referiu.

 

Margarida Cruz explicou que são necessidades que não estão diretamente relacionadas com os tratamentos, que são comparticipados na totalidade, mas com a qualidade de vida destas crianças.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.