Boa forma cardiorrespiratória minimiza risco associado a fumar

Estudo publicado no “American Journal of Preventive Medicine”

21 abril 2015
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Segundo um novo estudo, a boa forma cardiorrespiratória está associada a um risco reduzido de síndrome metabólica nos fumadores.
 
Uma equipa de investigadores do Centro de Ciências da Saúde em Houston, Faculdade de Saúde Pública da Universidade do Texas, EUA, teve por base a análise de 1.249 adultos fumadores que tinham participado num estudo longitudinal de pacientes numa clínica norte-americana, entre 1979 e 2011.
 
Os resultados do estudo revelaram que o risco de síndrome metabólica era menor em fumadores que estavam em boa forma moderada ou elevada. Os fumadores do grupo de forma moderada demonstravam um risco 27% menor de síndrome metabólica em comparação com quem apresentava baixa forma física. Os participantes do grupo de boa forma apresentavam um risco 48% inferior de desenvolverem síndrome metabólica em comparação com os que tinham baixa forma física.
 
Adicionalmente, os participantes com boa forma física moderada e elevada apresentavam um risco reduzido no desenvolvimento de níveis elevados de glicose no sangue em jejum. Os fumadores com elevada forma física evidenciavam também um menor risco de desenvolver níveis anormais de colesterol HDL ou “bom colesterol”. 
 
Darla Kendzor, docente assistente na Escola de Saúde Pública daquela universidade adianta que “sabemos que uma melhor boa forma cardiorrespiratória reduz o risco de certas doenças, mas queríamos avaliar os efeitos da boa forma nos fatores de risco cardiometabólicos especificamente nos fumadores. As descobertas do estudo indicam que existe uma relação inversa entre a boa forma cardiorrespiratória e o risco cardiometabólico em adultos fumadores”.
 
A síndrome metabólica existe quando se reúnem pelo menos três dos seguintes cinco fatores de risco: circunferência abdominal excessiva, hipertensão arterial, níveis elevados de glicose em jejum, elevados níveis de triglicerídeos e elevados níveis de colesterol HDL. A síndrome metabólica faz aumentar o risco de doença cardiovascular e da diabetes de tipo 2.
 
Os autores advertem no entanto que apesar de a boa forma exercer um efeito protetor sobre a doença cardiovascular mesmo nos fumadores, este estudo reforça a importância de se deixar de fumar para diminuir o risco de mortalidade e morbilidade. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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