Bispos africanos contra o uso de preservativo

Imoral e perigoso. Este foi o modo como os bispos católicos da África do Sul criticaram o uso do preservativo no combate à Sida na região

30 julho 2001
  |  Partilhar:

Imoral e perigoso. Este foi o modo como os bispos católicos da África do Sul classificaram o uso do preservativo no combate à Sida na região.
 

 

A conferência de bispos católicos da África do o Sul concluiu na segunda-feira, após um encontro de sete dias, que o uso do preservativo “destruía a moral e encorajava à prática de sexo ocasional”. No comunicado oficial podia ler-se que: "A promoção e divulgação indiscriminada de preservativos é como uma arma imoral e errónea na luta contra o vírus da Sida".
 

 

Esta doença, ainda sem cura à vista, foi a responsável pela morte de cinco milhões de pessoas no ano 2000, segundo os últimos dados da ONU. A região mais afectada é a África subsaariana, onde 75 por cento das mortes são causadas por este vírus, seguindo-se a América Latina e as Caraíbas.
 

Em todo o mundo, estima-se a existência de 36 milhões de infectados com o vírus. Números assustadores. Mais de 25 milhões dos portadores estão em África.
 

 

A vizinha Botswana possui a mais alta taxa de infecção entre adultos do mundo, com mais de um terço de sua população adulta contaminada.
 

 

Funcionários do serviços de saúde e especialistas em Sida, entre os quais alguns religiosos, têm vindo a solicitar à população de todo o continente para que use preservativo. Esta medida engloba-se num programa que visa deter o ritmo de expansão da doença.
 

 

Mesmo assim, os bispos católicos decidiram divulgar o documento, apesar dos pedidos cada vez mais frequentes para que a Igreja Católica opte por uma postura menos intransigente em relação ao uso dos preservativos.
 

 

Os bispos católicos continuam longe e insensíveis às consequências trazidas por esta epidemia. E afirmam: “Os preservativos podem mesmo ter sido um dos principais motivos para a disseminação do vírus da Sida. Além da possibilidade dos preservativos poderem ter defeitos ou serem usados de forma errada, eles contribuem para a quebra do autocontrolo e da confiança mútua".
 

 

O HIV é um vírus do grupo dos retrovírus caracterizado por uma persistência longa no hospedeiro e um longo período de latência antes do aparecimento das manifestações clínicas. O vírus é transmitida pelas secreções sexuais (esperma e secreções vaginais) e sangue.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.