Bisfenol A aumenta risco de asma nas crianças

Estudo pulicado no “Journal of Allergy & Clinical Immunology”

05 março 2013
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A exposição ao bisfenol A (BPA), um componente presentes em alguns plásticos, na infância aumenta o risco de asma nas crianças, sugere um estudo publicado no “Journal of Allergy & Clinical Immunology”.
 

“A prevalência de asma tem aumentado dramaticamente nos últimos 30 anos, o que sugere que a exposição a alguns fatores ambientais, ainda não descobertos, pode estar implicada. O nosso estudo indica que um desses fatores pode ser o BPA”, revelou, em comunicado de imprensa, a autora principal do estudo, Kathleen Donohue.
 

Neste estudo, os investigadores do Columbia Center for Children's Environmental Health, nos EUA, acompanharam 568 mulheres e os seus filhos. A exposição ao BPA foi medida através dos níveis de um metabolito do BPA em amostras de urina retiradas durante o terceiro trimestre de gravidez e quando as crianças tinham 3, 5 e 7 anos de idade. As crianças foram diagnosticadas com asma entre os 5 e os 12 anos, através dos seus sintomas, teste da função pulmonar e história médica.
 

Após terem tido em conta a exposição ao fumo de tabaco e outros fatores associados à asma, os investigadores constataram que a exposição pós-natal ao BPA estava associada ao aumento do risco de sibilância e asma. A exposição a este químico, no terceiro trimestre de gravidez foi inversamente associada ao risco de sibilâncias aos cinco anos. Este resultado inesperado não está de acordo com os encontrados num estudo anterior, que constatou que a exposição ao BPA, durante o segundo trimestre, estava associada a um maior risco de asma.
 

Nos três períodos analisados foi verificado que mais de 90% das crianças apresentava níveis do metabolito de BPA detetáveis no organismo. O que de acordo com a investigadora não significa que todas as crianças irão desenvolver asma.
 

O estudo refere ainda que o mecanismo responsável pela associação entre a exposição ao BPA e asma ainda permanece por esclarecer. Os resultados deste estudo não encontraram nenhuma evidência de que a exposição ao BPA aumentava o risco do sistema imunológico desenvolver mais anticorpos a alergénios comuns presentes no ar.
 

“É muito importante contar com a sólida investigação epidemiológica como a nossa para dar a conhecer aos reguladores a melhor informação possível para que as decisões associadas ao BPA sejam tomadas”, conclui, um dos investigadores do estudo, Robin Whyatt.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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