Bisfenol A associado à obesidade infantil

Estudo publicado no “JAMA”

21 setembro 2012
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Níveis elevados de bisfenol A (BPA) estão associados a um maior risco de obesidade das crianças e dos adolescentes. O estudo publicado no “JAMA” refere que apesar de este composto ter sido banido, pela Food and Drug Administration (FDA), nomeadamente do material que compõebiberões, ainda está presente na constituição das latas de refrigerantes.
 

Apesar de os fabricantes deferem que este composto tem uma função antisséptica, alguns estudos mostraram que o BPA interfere com o metabolismo e aumenta o peso corporal. Por outro lado, a exposição ao BPA também tem sido associada a doenças cardiovasculares, cancro de mama, cancro de próstata, distúrbios neurológicos, diabetes e infertilidade.
 

Neste estudo, que foi o primeiro associar um químico ambiental à obesidade infantil, os investigadores da NYU School of Medicine, nos EUA, mediram a concentração de BPA na urina de aproximadamente 3.000 crianças e adolescentes, que tinham entre seis e 19 anos.
 

Após terem em conta alguns fatores como idade, educação, sexo, quantidade de calorias ingeridas, tempo que despendiam a ver televisão e níveis de creatinina na urina, os investigadores descobriram que as crianças com níveis mais elevados de BPA tinham um risco 2,6 vezes maior de serem obesas, em comparação com aquelas que tinha níveis normais. Foi verificado que entre os participantes que apresentavam os níveis mais elevados desta substância 22,3% eram obesos, em comparação com os 10% observados nos participantes com menores níveis de BPA.
 

Com base numa análise mais detalhada, os investigadores verificaram que esta associação apenas era estatisticamente significativa para as crianças e adolescentes caucasianos. Foi constatado que que obesidade não foi porém associada com a exposição a outro tipo de fenóis utilizados habitualmente noutros produtos, como protetores solares e sopas.
 

“Os nossos resultados indicam que é necessário um paradigma mais abrangente para pensarmos sobre a epidemia da obesidade. Uma dieta pouco saudável e falta de atividade física certamente que contribuem para o aumento da massa gorda, mas a história parece não terminar aqui”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Leonardo Trasande.
 

O investigador acrescenta que apesar de a FDA ter recentemente proibido o BPA dos biberões das crianças é importante avaliar a exposição noutro tipo de produtos consumidos por crianças mais velhas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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