Bioterrorismo em debate no Porto

Seminário discute em Novembro realidade portuguesa e mundial

20 outubro 2003
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O Bioterrorismo é o uso intencional, ou ameaça de uso, de agentes biológicos para infectar as pessoas, criar pânico e/ou causar discórdias na sociedade. E a grande «vantagem» das armas biológicas é que são silenciosas e é difícil distinguir os seus efeitos de outros decorrentes de eventos naturais como epidemias, intoxicações alimentares, falta de programas de vacinação, problemas socioeconómicos. Dar a conhecer «alguns dos protagonistas desta nova guerra», e o que está a ser feito em Portugal e no mundo para lidar com a ameaça, é o objectivo de um seminário sobre bioterrorismo que se realizar no dia 13 de Novembro no Auditório da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa do Porto.Para tal, o seminário vai contar com a participação dos docentes Pinto da Costa, Paula Escarameia (professora de Direito Internacional, membro da ONU) e Armando Louzã (Faculdade de Medicina Veterinária- Universidade de Lisboa).  Protecção? Estima-se que aproximadamente 17 países de diferentes continentes, incluindo os países em vias de desenvolvimento, têm vindo a desenvolver agentes biológicos nos seus programas bélicos, segundo o comunicado. Na última década numerosas organizações terroristas têm tido acesso à tecnologia do bioterrorismo. No entanto, parece que os sistemas de detecção dos ataques biológicos ainda são inadequados.  O Bioterrorismo parece ficção científica, mas não é. Como crime, o bioterrorismo é uma possibilidade, mas também o é quando visto sob a óptica de doença epidémica, aponta o comunicado. «Intencional ou natural, a contaminação por vírus ou bactérias é um atentado à vida e à integridade do ser humano. Exército, armas sofisticadas e defesa de fronteiras não podem combater a ameaça que é invisível e, muitas vezes, imprevisível.» Um pouco de História... O bioterrorismo, ou a guerra biológica, sempre estiveram presentes nas considerações dos estratégias, refere o comunicado de imprensa. O uso de armas biológicas remonta à idade média quando exércitos que cercavam cidades, atiravam para dentro dos muros pedaços de cadáveres de pessoas mortas por varíola. A diferença é que no século XXI não se imaginava que houvesse a possibilidade de que grupos utilizassem tais tipos de armas consideradas torpes e de uso condenado internacionalmente. «Hoje, o Bioterrorismo é uma realidade presente na vida das pessoas comuns. A questão já não é mais saber se tais armas vão ser utilizadas, mas quando e onde poderão ser utilizadas. Os avanços científicos acabam por ajudar os bioterroristas que cada vez mais ganham novas técnicas, que posteriormente são utilizadas na produção e aperfeiçoamento de armas biológicas. Sendo assim, os grupos terroristas envolvidos no Bioterrorismo sempre procuram países onde possam contar com uma tecnologia avançada e com profissionais qualificados», aponta  comunicado.MNI-Médicos Na Internet

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