Biotecnologia : Cientistas desiludidos com a situação europeia
31 agosto 2001
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Os investigadores europeus estão desiludidos perante a situação actual da biotecnologia na União Europeia (UE), especialmente no caso da agricultura e da alimentação.
 

 

Na conferência sobre Biotecnologia que terminou na sexta-feira, em Bruxelas, uma iniciativa da Comissão Europeia, cientistas presentes consideraram que as posições sobre controlo e regulação dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) dentro da UE estão a ter consequências negativas sobre a investigação.
 

 

Actualmente, existe uma moratória de facto à autorização de novas culturas de OGM na UE, perante a recusa de alguns países em comercializar estes produtos.
 

 

Um cientista espanhol, membro do Instituto de Técnicas Avançadas do Centro Superior de Investigações Científicas (CSIC), sublinhou o desânimo dos cientistas europeus, «precisamente num momento em que a Europa estava em boa posição na biotecnologia».
 

 

Neste sentido, recordou que uma equipa de cientistas da UE participou nos trabalhos para desvendar o primeiro genoma de plantas (o da «arabidopsis»).
 

 

Em outros campos da investigação biotecnológica, como a saúde, os cientistas europeus não estão tão actualizados como os norte- americanos, sobretudo em áreas como a genómica.
 

 

Para os cientistas, «falta uma agenda de investigação com objectivos, dentro da UE, onde existe actualmente muita confusão que impede o progresso».
 

 

Mesmo assim, foi destacado na reunião o papel de certos países que presidiram à UE, como Portugal ou actualmente a Bélgica, que potenciaram o debate sobre estas áreas.
 

 

A conferência sobre biotecnologia teve como objectivo abrir um debate público e construtivo sobre o futuro desta ciência na Europa, que evite qualquer reticência ética, social ou económica ao seu desenvolvimento, segundo o executivo comunitário.
 

 

A reunião vai permitir à Comissão conhecer os diversos pontos de vista dos países antes de apresentar legislação a esse respeito, no final do ano.
 

 

Quase meia centena de oradores e mais de 400 especialistas na matéria estiveram presentes no encontro.
 

 

A Comissão Europeia esteve representada na conferência por cinco comissários: Investigação, Agricultura, Meio Ambiente, Empresas e Saúde.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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