Biópsias testiculares podem ajudar a infertilidade masculina

Estudo da Universidade do Porto

30 maio 2012
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As biópsias testiculares podem resolver muitos dos casos de infertilidade masculina, revela um estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade do Porto.

 

Os cientistas da Faculdade de medicina da Universidade do Porto chegaram a esta conclusão após terem conseguido isolar espermatozoides de quatro em cada cinco homens com infertilidade grave, recorrendo a essa técnica cirúrgica.

 

Para este estudo os investigadores contaram com a participação de 113 homens que foram submetidos a biópsias testiculares na consulta de Andrologia de um dos maiores hospitais nacionais. Os resultados demonstraram que foi possível obter espermatozoides em 79,6% dos participantes, que originou 58 fertilizações e 22 gravidezes.

 

O estudo que vai ser publicado na revista “Andrologia” promete ter um grande impacto na prática médica, dado que a realização de biópsias mostrou ser eficaz mesmo em homens com mau prognóstico, aumentando as hipóteses de conceberem em mais de 50%.

 

“Mesmo quando existem fatores de mau prognóstico, como testículos atróficos ou níveis de FSH elevados, por exemplo, vale a pena utilizar esta técnica”, revelou Francisco Botelho, investigador da FMUP e urologista, que chama ainda atenção para o facto da idade do homem não ser um fator que condicione o sucesso das biópsias testiculares.

 

O comunicado enviado pela Universidade dá conta que a biópsia testicular consiste na extração de uma pequena amostra de tecido dos testículos. É uma técnica minimamente invasiva, segura, que pode ser realizada em regime de ambulatório, sendo uma opção clínica viável para 90% dos casos em que a infertilidade se deve total ou parcialmente a causas masculinas.

 

Segundo Francisco Botelho ”todos os homens com infertilidade grave, independentemente das causas subjacentes, poderão ser submetidos a esta técnica e esperar um bom resultado”. O especialista acrescenta que atualmente existem várias técnicas de procriação medicamente assistida disponíveis nos grandes hospitais centrais, muitas delas comparticipadas, com bons níveis de sucesso. “Até em situações raras, como a existência de uma vasectomia ou de desequilíbrios hormonais é possível, recorrendo a outras técnicas, obter espermatozoides viáveis”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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