Biópsia líquida: o futuro para avaliar a resposta ao tratamento?

Estudo apresentado no 19º Congresso Mundial do Cancro Gastrointestinal

05 julho 2017
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Uma equipa de investigadores demonstrou que as chamadas biópsias líquidas poderão não só determinar precocemente se um tratamento está a funcionar, como também ajudarem a explicar a razão para o sucedido.
 
As biópsias líquidas são testes sanguíneos que detetam o ADN tumoral em circulação (ctDNA, nas suas siglas em inglês) e é um método não invasivo. Atualmente, a avaliação da eficácia dos tratamentos oncológicos normalmente envolve biópsias invasivas e exames caros.
 
Os investigadores neste estudo, liderados por Aparna Parikh da Centro do Cancro do Hospital Geral de Massachusetts, EUA, demonstraram que “integrar biópsias líquidas regulares nos cuidados de rotina prestados aos pacientes é financeiramente viável e permite-nos adaptar o tratamento com base num conhecimento da biologia específica da sua doença”. 
 
Para o estudo, a equipa contou com a participação de 40 pacientes com várias formas de cancro gastrointestinal que tinham inicialmente respondido bem aos tratamentos, mas depois tinham deixado de responder.
 
As biópsias líquidas foram efetuadas quando a doença começou a progredir, tendo o ctDNA no sangue sido analisado para identificar as mutações genéticas que estavam a provocar a resistência aos tratamentos. 
 
Fui observado que 31 pacientes apresentavam pelo menos uma mutação genética, sendo que 14 desses pacientes apresentavam mais do que uma mutação.
 
Os investigadores verificaram também que em cerca de dois terços dos pacientes, que tinham efetuado paralelamente biópsias tradicionais em tecidos, as biópsias líquidas tinham revelado outras mutações que não eram visíveis nas biópsias tradicionais.
 
Considerando os resultados, Aparna Patikh adiantou que “identificar as mutações específicas que são responsáveis pela resistência ao tratamento é muito importante para ajudar os médicos a escolherem a via de tratamento seguinte para o paciente, seja outro fármaco ou talvez radioterapia”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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