Biomarcadores podem prever risco de pré-eclâmpsia

Investigação revelada no “BJOG”

27 julho 2015
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Um novo estudo revela que os níveis de determinados biomarcadores no sangue da grávida poderão prever o risco de pré-eclâmpsia.
 

A pré-eclâmpsia consiste na elevação da pressão arterial (hipertensão) e dos níveis de proteína na urina (proteinuria). Esta condição, apesar de bastante comum após as 20 semanas de gravidez, pode, nos casos mais graves, provocar danos nos rins, fígado e outros órgãos e, em casos mais extremos, resultar até em convulsões e coma. É igualmente comum em mulheres com esta condição apresentar menos líquido amniótico do que o normal e placenta afetada, resultando em menor fluxo sanguíneo e de nutrientes para o bebé.
 

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia não seja ainda conhecida, sabe-se que esta é mais comum nas primeiras semanas de gravidez. Assim que a condição é identificada, a grávida deve ser acompanhada e tratada. Na maioria dos casos, os bebés nascem prematuramente através de parto induzido ou cesariana.
 

O estudo liderado por Mardia López-Alcarcón e publicado no periódico científico “BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology (BJOG)” teve como objetivo encontrar um meio de rastreio fiável capaz de identificar mulheres em risco de desenvolver pré-eclâmpsia. Para tal, a equipa de investigadores analisou diversos biomarcadores com potencial, incluindo níveis serosos de dimetilarginina assimétrica (ADMA) e homocisteína (Hcy), conhecidos por se encontrarem elevados em determinadas condições, entre elas, na pré-eclâmpsia.
 

A investigação, que contou com a participação de 252 mulheres de dois hospitais, revelou que 49 destas que vieram a desenvolver pré-eclâmpsia apresentavam níveis elevados de ADMA e Hcy um mês antes do início dos sintomas da doença. Os cientistas descobriram que os níveis destes dois biomarcadores se encontravam elevados independentemente do eventual grau de severidade da pré-eclâmpsia.
 

“Em relação aos outros fatores testados, a obesidade e os baixos níveis de ácido fólico no início da gravidez (todas as mães receberam suplementos de ácido fólico) revelaram-se independentes da pré-eclâmpsia”, acrescentou López-Alcarcón.
 

Na opinião de John Thorp, editor da publicação BJOG, “este é um estudo pequeno, mas importante, na medida em que tem potencial para ajudar a identificar aquelas pessoas que precisarão de uma monitorização mais próxima devido ao risco de pré-eclâmpsia.”
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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