Biodiversidade ameaçada

Homem destrói anualmente 0,2 por cento das espécies

08 abril 2002
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A acção do homem destrói anualmente 0,2 por cento das espécies, advertiu o zoólogo norte-americano Edward Wilson, autor do livro "O Futuro da Vida".
 

 

"Chegámos a este valor a partir das espécies que conhecemos melhor mas sabemos muito pouco sobre os insectos e microorganismos", explicou Wilson, em declarações ao semanário suíço "NZZ am Sonntag", publicado domingo.
 

 

A conservação das espécies ameaçadas é precisamente o objecto de uma conferência dos 182 Estados signatários (incluindo Portugal) da Convenção sobre a Biodiversidade, que está a decorrer desde domingo e se prolongará até 19 de Abril na Haia (Holanda).
 

 

Wilson, professor da Universidade de Harvard, afirmou que esse desaparecimento gradual das espécies pôde medir-se com maior precisão nos últimos anos nas regiões onde existe uma maior variedade de espécies.
 

 

"No entanto, em apenas 1,4 por cento de toda a superfície terrestre vivem aproximadamente 44 por cento das plantas que não existem em mais nenhum lugar", assinalou o zoólogo, que cita entre essas regiões os trópicos, a costa ocidental das índias, Madagáscar ou a parte tropical dos países andinos.
 

 

Wilson criticou ainda que o mundo não esteja consciente das consequências do desaparecimento das espécies e sublinhou que, nos últimos 450 milhões de anos, ocorreu em cinco ocasiões uma morte massiva de espécies.
 

 

Cada vez que se produziu este fenómeno, acrescentou, a evolução natural necessitou de dez milhões de anos para recuperar- se.
 

 

A Convenção sobre Biodiversidade (ou Diversidade Biológica) foi aprovada na Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento (CNUAD) no Rio de Janeiro, em Junho de 1992, entrando em vigor em Dezembro do mesmo ano.
 

 

Portugal ratificou esta Convenção em Junho de 1993.
 

 

A diversidade biológica é vulgarmente utilizada para descrever o número e a variedade dos organismos vivos.
 

 

O número exacto de espécies actualmente existentes é desconhecido: estão identificadas cerca de 1,7 milhões mas as expectativas apontam para um mínimo de cinco milhões e um máximo de cem milhões.
 

 

Fonte: Lusa
 

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