Biodispositivo implantado ajuda no tratamento do glaucoma

Estudo da Universidade de Coimbra

07 março 2011
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Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveu um biodispositivo – com quatro milímetros de diâmetro - que, colocado no interior do olho, liberta doses de fármaco destinadas a tornar o tratamento do glaucoma mais eficaz.

 

“Como o actual tratamento por meio de colírios exige diversas aplicações diárias, os doentes podem falhar algumas, aplicar em excesso ou mesmo administrar as gotas de forma incorrecta, levando a que o fármaco não actue”, explicou à Lusa a líder da investigação, Madalina Natu.

 

Já com o biodispositivo – introduzido nas estruturas oculares através de uma pequena cirurgia, uma incisão nos tecidos que carece de sutura - “estas situações não se verificam porque a libertação do fármaco é controlada”, sustentou. Com o biodispositivo implantado, o tratamento é realizado durante um ano, mas os investigadores pretendem alargar esse período até aos dois anos.

 

Segundo a nota da Universidade de Coimbra, os resultados dos testes realizados em animais ao longo dos últimos meses apontam para o “bom desempenho” do biodispositivo, no qual foi usado um fármaco de uso clínico para o tratamento do glaucoma, “não se tendo registado qualquer reacção agressiva ou de rejeição”.

 

O próximo passo da equipa de investigadores é encontrar parceiros junto da indústria farmacêutica, permitindo realizar testes clínicos “para trazer este dispositivo para o mercado”, acrescenta.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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