Bilirrubina pode impedir danos decorrentes de doenças cardiovasculares

Estudo realizado pela University of Missouri

12 dezembro 2012
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Investigadores americanos descobriram que a bilirrubina pode impedir o bloqueio das artérias, que causa por vezes a ocorrência de enfartes agudos do miocárdio e outros sintomas de doenças cardiovasculares.
 

Os investigadores da University of Missouri, nos EUA, explicam que esta molécula, muitas vezes associada à icterícia do recém-nascido, é produzida diariamente no organismo e tem funções importantes, nomeadamente como antioxidante.
 

Neste estudo os investigadores, liderados por William Durante, verificaram que esta molécula era capaz de impedir ou limitar os danos ocorridos nas artérias dos indivíduos que têm, ou estão em risco de ter, doenças cardiovasculares como a aterosclerose.
 

Os investigadores explicam que quando as artérias são danificadas, as células do músculo liso dos vasos sanguíneos ficam ativadas e crescem nas zonas afetadas criando lesões no interior das artérias. Estas lesões podem bloquear o fluxo sanguíneo nas artérias do coração, conduzindo a dores no peito ou a enfartes do miocárdio fatais. As lesões arteriais podem ocorrer devido a fatores genéticos ou devido ao estilo de vida adotado, nomeadamente falta de exercício, má alimentação ou tabagismo.
 

Neste estudo os investigadores verificaram que a bilirrubina era capaz de limitar o tamanho das lesões arteriais, pois conseguia bloquear o crescimento das células do músculo liso. Foi verificado que esta inibição ocorria sem causar morte celular, um efeito adverso associado com a toma de alguns fármacos. O líder do estudo, William Durante, explica que com a morte celular acumulam-se fragmentos celulares nas artérias o que conduz à inflamação e possível rutura das lesões, originando assim problemas clínicos ainda mais graves.
 

Contudo, o investigador refere que a bilirrubina não é um composto fácil de manipular, uma vez que não é solúvel em água e é rapidamente metabolizada pelo fígado quando ingerida oralmente. ”Uma possibilidade é colocá-la em stents, quando estes são colocados nas artérias. Desta forma a bilirrubina irá impedir o crescimento das células de músculo liso e o bloquear o stent. Uma outra alternativa é colocar a bilirrubina nos vasos sanguíneos que são utilizados na cirurgia de bypass”, explicou William Durante.
 

Para os investigadores ainda são necessários mais estudos antes de esta técnica ser testada em humanos. Contudo, os resultados deste estudo são bastante promissores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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