Bial comercializa primeiro medicamento nos EUA

Antiepilético envolveu 15 anos de investigação

09 abril 2014
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Um antiepilético desenvolvido pela Bial começou pela primeira vez a ser comercializado nas farmácias norte-americanas, através da Sunovion Pharmaceuticals Inc. O APTIOM®, como é designado nos EUA, foi aprovado pelo regulador norte-americano Food and Drug Administration (FDA) em novembro de 2013.
 

“A entrada naquele que é um dos mercados mais exigentes e competitivos do mundo e que representa mais de 50% das vendas globais de medicamentos para a epilepsia, no valor de 2 mil milhões de dólares, reveste-se de enorme simbolismo para uma empresa como a BIAL, que tem na investigação e desenvolvimento uma das suas razões de existir”, referiu o CEO do grupo, António Portela.
 

O comunicado enviado à Alert refere que o desenvolvimento deste medicamento para a epilepsia, que no continente europeu é comercializado desde 2009 sob a marca ZEBINIX®, envolveu 15 anos de investigação e um investimento superior a 300 milhões de euros.
 

“A epilepsia constitui um problema grave que afeta não apenas os pacientes, mas também as suas famílias, cuidadores e amigos”, referiu Michael R. Sperling, médico e professor de Neurologia na Universidade Thomas Jefferson e diretor do Jefferson Comprehensive Epilepsy Center, nos EUA.
 

“Perto de um terço dos pacientes ainda enfrenta um controlo ineficiente das crises, apesar dos tratamentos, pelo que precisamos de novas terapias. Nesse sentido o APTIOM® é um bom incremento ao nosso conjunto de terapêuticas disponíveis, uma vez que poderá ajudar alguns desses doentes”, acrescentou o investigador.
 

O antiepilético da BIAL tem como princípio ativo o acetato de eslicarbazepina e é um medicamento de toma única diária, aprovado pelas autoridades regulamentares de 39 países para o tratamento adjuvante de adultos com crises epiléticas parciais, com ou sem generalização secundária.
 

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, afetando, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo. O Centers for Disease Control and Prevention revela que cerca de 2.2 milhões de pessoas nos EUA sofrem de epilepsia. Neste país, as crises epiléticas parciais são a forma mais comum da doença, estimando-se que representem 60% dos novos diagnósticos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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