Bial adia produção de medicamento para a doença de Parkinson

Cortes nos preços dos medicamentos são o motiv

05 fevereiro 2013
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A Bial adiou por dois anos a produção de um novo medicamento para a Parkinson devido aos cortes sucessivos nos preços dos medicamentos e, consequentemente, nas margens de lucro da empresa.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a Bial desenvolveu o primeiro medicamento de raiz portuguesa – um antiepilético – que está atualmente ser comercializado em 17 países europeus.
 

“Temos um segundo projeto que estava para ser lançado no final do ano passado, princípio deste ano. Trata-se de um antiparkinsoniano, mas esse projeto, neste momento, está adiado por dois anos, dois anos e meio”, afirmou o presidente da farmacêutica, Luís Portela.
 

O empresário explicou que não tendo dinheiro para investir, tem que atrasar os investimentos. Esta situação “deve-se aos cortes nos preços do medicamento, à menor margem. Como não temos dinheiro para investir, temos de atrasar aquilo que estamos a fazer. Isto tem sido para nós absolutamente fundamental, são 10 anos de grandes sacrifícios, são dez anos em que, globalmente, os nossos preços foram cortados em 40%”.
 

“Qual é a empresa, qual é a área que resiste numa situação destas. É muito difícil”, afirmou. Estes cortes nos medicamentos são “positivos no curto prazo, numa visão curta das coisas, porque é bom as pessoas pagarem menos, mas é negativo no longo prazo porque não permite ter margens para investir apropriadamente”.
 

"Os preços dos medicamentos que temos em Portugal são dos mais baixos da Europa. Temos preços comparados aos da Eslovénia e aos da Eslováquia que são os preços mais baixos da Europa”, disse.
 

Luís Portela defendeu que “há que encontrar soluções alternativas para isto, há que racionalizar a situação, dar margens às empresas que permitam investir a médio/longo prazo e trazer riqueza para o país”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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