Betacaroteno poderá proteger contra diabetes tipo 2

Estudo publicado na revista “Human Genetics”

25 janeiro 2013
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O betacaroteno pode proteger os indivíduos com predisposição genética associada ao desenvolvimento de diabetes tipo 2 de desenvolverem esta doença, dá conta um estudo publicado na revista "Human Genetics".
 

Neste estudo os investigadores da Stanford University, nos EUA, analisaram as interações entre as variantes genéticas previamente associadas ao risco elevado de diabetes e níveis sanguíneos de substâncias implicadas no risco desta doença.
 

O estudo apurou que nos indivíduos com duas cópias de uma variante do gene SLC30A4, havia uma associação inversa e estatisticamente significativa entre os níveis de betacaroteno no sangue e o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. Por outro lado, foi verificado que havia uma associação positiva entre os níveis de um tipo de vitamina E, o gama-tocoferol, e o risco desta doença.
 

Na opinião dos autores do estudo, o fato de tanto o betacaroteno como o gama-tocoferol interagirem com a mesma variante genética, apesar de o fazerem em direções distintas, sugere que a proteína codificada pelo gene SLC30A4, desempenha um papel importante na diabetes. Na verdade, esta proteína é relativamente abundante nas células do pâncreas produtoras de insulina, estando envolvida no transporte de zinco nestas células. Isto despoleta a produção de insulina, cuja secreção adequada pelo pâncreas e sua captação eficaz no músculo, fígado e tecido adiposo impede a acumulação de glucose no sangue e consequentemente o desenvolvimento de diabetes tipo 2.
 

Segundo os investigadores, estes resultados poderão ajudar na formulação de experiências futuras, para determinar se o betacaroteno e o gama-tocoferol têm, respetivamente, um papel protetor ou prejudicial, ou se são simplesmente marcadores de um processo ou anomalia casual. Os investigadores liderados por Atul Butte estão já a planear experiências neste sentido.
 

O primeiro autor do estudo, Chirag Patel, concluiu que “com base nestes resultados não podemos afirmar que a vitamina E é prejudicial, até porque verificamos que o risco de desenvolvimento da diabetes não era afetado na presença de um outro tipo de vitamina E. No entanto, o consumo de mais cenouras não vai com certeza ser prejudicial”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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