Betabloqueadores podem reduzir risco de exacerbações de doença pulmonar

Estudo da Universidade de Gante

17 março 2016
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Os betabloqueadores podem ser utilizados para reduzir as exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crónica, revela um estudo apresentado na Sociedade Respiratória Europeia. 
 
Os betabloqueadores são habitualmente utilizados para tratar o stress ou problemas cardíacos, como pressão arterial elevada e angina. Contudo, os investigadores da Universidade de Gante, na Bélgica, sugerem que este fármaco pode também ter efeitos benéficos nos indivíduos que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crónica.
 
As exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crónica envolvem um agravamento dos sintomas, especialmente o aumento de falta de ar. Apesar de ter sido sugerido que os betabloqueadores contraem os músculos das vias aéreas, contribuindo assim para problemas respiratórios, alguns estudos anteriores já tinham sugerido que este tipo de fármaco poderia ser benéfico para os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica. 
 
Neste estudo, os investigadores liderados por Lies Lahousse decidiram analisar melhor esta associação e averiguar se existe de facto um efeito benéfico dos betabloqueadores nas exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crónica.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram os registos médicos de 1.621 pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica, os quais foram acompanhados até ocorrer uma exacerbação. Foram recolhidos dados dos diferentes tipos de betabloqueadores utilizados e se os pacientes tinham sofrido de insuficiência cardíaca.
 
O estudo apurou que os betabloqueadores seletivos, que são principalmente utilizados para tratar a doença cardíaca, reduziam o risco relativo das exacerbações em 21%. Os benefícios foram ainda maiores para os pacientes com insuficiência cardíaca, os quais tiveram uma diminuição de 55% do risco.
 
“A sobreposição dos sintomas e fatores de risco associados à doença cardíaca e pulmonar pode ser complicada e sabemos que a redução da função pulmonar, está também associada a uma redução da função cardíaca”, revelou, em comunicado de imprensa, Lies Lahousse.
 
Estes resultados preliminares fornecem uma visão útil para os potenciais benefícios dos betabloqueadores nos pacientes com doença cardíaca e também com doença pulmonar obstrutiva crónica. Se resultados forem confirmados, podem ter “implicações clínicas promissoras”, conclui o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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