Benéficos da cessação tabágica superam ganho de peso

Estudo publicado no “British Medical Journal”

16 julho 2012
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A cessação tabágica conduz a um aumento de cerca de quatro a cinco quilos durante o ano seguinte, sendo que o maior ganho de peso ocorre nos primeiros três meses, refere um estudo publicado no “British Medical Journal”.

 

Contudo, os investigadores referem que apesar deste aumento de peso ser maior do que anteriormente pensado, os benefícios da cessação tabágica superam o aumento de peso, não devendo de alguma forma estes resultados desencorajarem as pessoas a deixarem e fumar.

 

O ganho de peso foi sempre uma preocupação associada à cessação tabágica, especialmente para as mulheres.

 

Neste estudo os investigadores do INSERM, em França, e da University of Birmingham, no Reino Unido, decidiram avaliar qual o impacto da cessação tabágica no peso, recolhendo para tal dados de 62 estudos diferentes que se focaram no ganho de peso em indivíduos que deixaram de fumar sem auxílio de qualquer terapia de substituição de nicotina.

 

O estudo apurou que os indivíduos que conseguiam ultrapassar este tipo de adição ganhavam em média, 1,1kg no primeiro mês, 2,3 kg ao fim de dois meses, 2,9 kg ao fim de três, 4,2 kg ao fim de seis e 4,7 kg após um ano.

 

De acordo com estudos anteriores as mulheres, em média, toleram um aumento máximo de 2,3 Kg como consequência de deixarem de fumar. Contudo, os investigadores revelaram ter encontrado uma grande variabilidade nos resultados. Enquanto cerca de 13% dos indivíduos aumentavam mais de 10kg um ano após terem deixado de fumar, cerca de 16% até perdia peso.

 

Segundo os investigadores, liderados por Henri-Jean Aubin, são necessários mais estudos para identificar quais os indivíduos que têm maior risco de aumentar de peso e por outro lado clarificar melhor a forma de impedir o contínuo ganho de peso a partir do momento em que as pessoas aderem à cessação tabágica.

 

Especialistas da Sydney University, na Austrália e da Universitat de Barcelona, em Espanha, referem que apesar de a obesidade estar associada a um risco aumentado de mortalidade, os estudos indicam que ao contrário do tabagismo, o aumento de peso moderado não aumenta o risco de morte.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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