Benefícios da vitamina D postos em causa

Estudo publicado no “Journal of General Internal Medicine”

20 junho 2016
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Investigadores canadianos defendem que os benefícios apontados à vitamina D, no que diz respeito ao tratamento de várias condições médicas, como depressão ou esclerose múltipla, não foram validados cientificamente, sugere um estudo publicado no “Journal of General Internal Medicine”.
 
No estudo de revisão, os investigadores da Universidade de Alberta, no Canadá, analisaram evidências sobre dez crenças comuns em relação à vitamina D. As crenças incluem a capacidade de a vitamina D reduzir quedas e fraturas, melhorar a depressão e bem-estar mental, prevenir a artrite reumatoide, tratar esclerose múltipla, e diminuir a incidência de cancro e mortalidade. 
 
Contudo, segundo o líder do estudo, Michael Allan, apenas algumas das crenças analisadas parecem apresentar alguma prova científica. Entre essas, o estudo sugere que a vitamina D tem pouco impacto na redução do número de quedas e fraturas nos idosos.
 
O investigador refere que mesmo em áreas que realmente se achava que havia boas evidências de benefícios desde cedo, tal não foi comprovado. 
 
“Aquela de que temos provavelmente mais evidências são as fraturas”, referiu o investigador. Michael Allan explica que se um grupo com elevado risco de fraturas, ou seja com o risco de 15% de fraturar um osso durante os próximos 10 anos, fosse tratado com doses razoáveis de vitamina D durante uma década, apenas se impediria uma fratura em cerca de um em cada 50 dos indivíduos ao longo desse período de tempo. 
 
"Muitas pessoas diriam que tomar um medicamento ao longo de dez anos para impedir uma em cada 50 fraturas não é provavelmente suficiente para ser significativo. E isto é, segundo sabemos, o melhor que a vitamina D consegue”, referiu o investigador.
 
Michael Allan refere ainda que grande parte dos estudos realizados em torno da vitamina D foram mal executados e consistem em provas de má qualidade. Apesar de apoiar a investigação em curso, refere que esta necessita de ser mais consistente e de um calibre superior para ter relevância clínica.
 
Apesar da falta de provas, a crença relativamente aos benefícios dos suplementos de vitamina D permanece forte. Na opinião do investigador, a suplementação moderada de vitamina D não irá causar danos à pessoa saudável, mas também não vai curar.
 
"É altamente improvável que um indivíduo de 40 anos beneficie de vitamina D. E quando eu digo altamente improvável, quero dizer que não é mensurável na ciência atual”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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