Benefícios da terapia celular em doentes com enfarte agudo do miocárdio

Estudo publicado na revista "Stem Cell Research and Therapy"

17 fevereiro 2014
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Investigadores portugueses dão conta do potencial terapêutico das células mesenquimais do tecido do cordão umbilical no tratamento de doentes com enfarte agudo do miocárdio, publicado na revista "Stem Cell Research and Therapy".
 

O estudo foi levado a cabo pelos investigadores de uma empresa dedicada à investigação e desenvolvimento em Biotecnologia, a ECBIO, em colaboração com o INEB-Instituto Nacional de Engenharia Biomédica.
 

Através de estudos realizados em ratinhos, os investigadores demonstraram como a terapia com estas células estaminais adultas pode melhorar a função cardíaca, atenuar a remodelação do ventrículo esquerdo e reduzir o tamanho do enfarte.
 

“As conclusões deste estudo indicam que as células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical têm um elevado potencial terapêutico na atenuação de uma série de impactos negativos na função cardíaca, em doentes com enfarte agudo do miocárdio, referiu em comunicado o investigador em Biotecnologia do ECBIO, Hélder Cruz.
 

“Além de diminuírem a morte celular, estas células aumentam a densidade dos vasos e recrutam células progenitoras cardíacas, acelerando o processo de regeneração e aumentando as hipóteses de recuperação em enfartes mais extensos", acrescentou o investigador.
 

De acordo com os autores do estudo, “esta descoberta abre novas potencialidades para o tratamento de um problema de saúde que é responsável pela morte de 1300 portugueses todos os anos. O enfarte do miocárdio surge na sequência da chamada doença coronária, que se desenvolve devido à obstrução das artérias do coração. A precocidade de deteção dos sintomas pode ser fundamental para evitar a morte”.
 

Esta descoberta abre novas potencialidades para o tratamento de um problema de saúde que é responsável pela morte de 1300 portugueses todos os anos. O enfarte do miocárdio surge na sequência da chamada doença coronária, que se desenvolve devido à obstrução das artérias do coração. A precocidade de deteção dos sintomas pode ser fundamental para evitar a morte.

 

De modo a obter e criopreservar estas células estaminais mesenquimais, a ECBIO desenvolveu uma metodologia que consiste no isolamento destas células a partir do tecido do cordão umbilical.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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