Bebidas energéticas e consumo de álcool e drogas: que ligação?

Estudo publicado na “Drug and Alcohol Dependence

16 agosto 2017
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Um novo estudo demonstrou que os jovens adultos que bebem bebidas energéticas com frequência apresentam uma maior propensão para consumirem drogas e beberem álcool em excesso.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Amelia Arria do Centro para a Saúde e Desenvolvimento dos Jovens Adultos, da Universidade de Maryland, EUA, o estudo teve como base o recrutamento de 1.099 jovens adultos.
 
Os jovens foram recrutados durante o seu primeiro ano na universidade, tendo a maioria 18 anos na altura. O estudo foi, no entanto, conduzido posteriormente quando os participantes tinham entre os 21 e os 25 anos de idade.
 
Este estudo de coorte foi o primeiro a abordar a possível associação entre o consumo de bebidas energéticas e o abuso de drogas e álcool, tendo estabelecido uma diferenciação entre padrões de consumo daquele tipo de bebidas.
 
Os investigadores identificaram quatro padrões de consumo, aos quais se referiram como “trajetórias”: “trajetória persistente”, “trajetória de não utilização”, “trajetória intermédia” e “trajetória de desistência” (decréscimo do consumo ao longo do tempo).
 
Estas trajetórias foram classificadas segundo a quantidade de bebidas energéticas consumidas por ano por cada participante, ao longo dos primeiros quatro anos do estudo. Posteriormente, foram comparados os resultados relativos ao abuso de drogas e bebidas alcoólicas quando os jovens tinham 25 anos.
 
Foi apurado que 51,4% dos participantes apresentavam uma trajetória persistente de consumo, 20,6% eram não utilizadores, 17,4% tinham uma trajetória intermédia e 10,6%, uma trajetória de desistência.
 
A equipa descobriu também que os participantes com uma trajetória persistente de consumo de bebidas energéticas apresentavam uma propensão de abusarem de novas substâncias psicoativas (NSP) e drogas estimulantes e de serem diagnosticados com problemas de consumo de bebidas alcoólicas aos 25 anos de idade. 
 
A mesma associação foi estabelecida para os jovens com uma trajetória intermédia, nos quais se verificou maior tendência para o consumo de cocaína, NSP e problemas de excesso de bebidas alcoólicas. 
 
Resta saber, afirmou Amelia Arria, se esta associação se verificará também nos adolescentes, considerando que uma crescente proporção consome bebidas energéticas. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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