Bebidas energéticas destroem esmalte dos dentes

Estudo publicado no “Journal of General Dentistry”

14 maio 2012
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O consumo regular de bebidas energéticas ou isotónicas destrói o esmalte dos dentes, o que os pode escurecer de forma irreversível, dá conta um estudo publicado no “Journal of General Dentistry”.

 

A acidez deste tipo de bebidas, cada vez mais consumidas por jovens e praticantes de desporto, ataca o esmalte dos dentes, bastando, nalguns casos, o consumo em cinco dias consecutivos para que a dentição comece a deteriorar-se.

 

Para o estudo os investigadores da Southern Illinois University, nos EUA, analisaram o nível de acidez de 13 bebidas isotónicas e nove bebidas energéticas, concluindo que os níveis de acidez variam até na mesma marca, em função dos diferentes sabores.

 

Embora a acidez exista em muitos alimentos e noutras bebidas que ingerimos, este tipo de bebidas, tal como sucede com as açucaradas, como os refrigerantes, destroem o equilíbrio que é mantido pela saliva.

 

“Se o equilíbrio se mantiver, não teremos grandes problemas ao longo dos anos. O problema é quando a tendência é maior para o lado da desmineralização” e a saliva não consegue compensar o efeito da acidez sobre o esmalte, revelou à agência Lusa o professor da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, Mário Jorge Silva.

 

Além de escurecer os dentes de forma irreversível, pela perda de esmalte que não pode ser reposta, o excesso de acidez aumenta a sensibilidade dentária.

 

O estudo conclui que embora os dois tipos de bebidas tenham elevados graus de acidez, as energéticas são ainda mais nefastas por terem o dobro dos ácidos das isotónicas.

 

Um gesto que agrava mais o efeito da acidez é escovar os dentes para “limpar” os dentes desse efeito.

 

Como o esmalte está afetado, a passagem da escova vai removê-lo de forma irremediável, assim o dentista Mário Jorge Silva recomenda que depois de ingerir alimentos ou bebidas ácidas deve-se aguardar umas horas para possibilitar o efeito regenerador da saliva, antes de usar a escova.

 

Em Portugal ainda não existem dados referentes ao consumo deste tipo de bebidas, mas nos Estados Unidos, entre 30 a 50% dos adolescentes consomem regularmente bebidas energéticas e isotónicas e destes, 62% admitem beber pelo menos uma dose por dia.

 

Mário Jorge Silva revelou que tem constatado um aumento significativo do número de pessoas com menos de 30 anos e com a dentição sem esmalte, realidade que atribui ao consumo de bebidas ácidas em grandes quantidades ao longo de todo o dia, incluindo aqui também os refrigerantes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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