Bebidas com adoçantes associadas a AVC em mulheres na pós-menopausa

Estudo publicado na “Stroke”

20 fevereiro 2019
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O consumo de várias bebidas tipicamente chamadas de “dieta” ou “light” poderá estar associado a um maior risco de acidente vascular cerebral (AVC) causado pelo bloqueio de artérias, especialmente das pequenas, em mulheres na pós-menopausa, indica um estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Yasmin Mossavar-Rahmani, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova Iorque, EUA, o estudo contou com a análise de dados de 81.714 mulheres na pós-menopausa, com idades entre os 70 e os 79 anos na altura do recrutamento.
 
As mulheres tinham participado no estudo norte-americano Women's Health Initiative (Iniciativa de Saúde das Mulheres). Após terem sido recrutadas entre 1993 e 1998, as participantes foram seguidas durante uma média de 11.9 anos. 
 
Três anos após o início do estudo, as mulheres foram questionadas relativamente ao consumo de bebidas com adoçantes nos três meses anteriores, como cola, refrigerantes e sumos de fruta com adoçantes artificiais. Os dados não especificavam o tipo de adoçantes das bebidas.
 
Após efetuados ajustes relativamente a vários fatores de risco de AVC como idade, hábito de fumar e hipertensão, a equipa apurou que, em relação às mulheres que consumiam bebidas com adoçantes menos de uma vez por semana, as que consumiam duas ou mais daquelas bebidas apresentavam um risco cardiovascular mais elevado.
 
Efetivamente, as consumidoras de duas ou mais bebidas com adoçantes apresentavam uma propensão 23% mais elevada de sofrerem um AVC, 31% maior de AVC isquémico (causado por coágulo), 29% maior de ataque cardíaco fatal ou não fatal e 16% mais elevada de morte por qualquer causa.
 
O consumo elevado daquelas bebidas afetava de forma ainda mais elevada certas mulheres. As que não tinham tido doença cardíaca ou diabetes prévios corriam um risco 2,44 vezes superior de AVC causado por bloqueio das artérias muito pequenas do cérebro, as obesas sem doença cardíaca ou diabetes prévios corriam um risco 2,03 superior de AVC causado por coágulo, risco este que era de  3,93 vezes nas afro-americanas sem doença cardíaca ou diabetes prévios.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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