Bebidas açucaradas na gravidez: maior risco de obesidade nos filhos

Estudo publicado na “International Journal of Epidemiology”

13 junho 2017
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O consumo de bebidas com açúcar foi associado a um aumento de 1,93 no risco de as crianças terem excesso de peso ou serem obesas aos sete anos de idade
 
Um estudo recente indicou que o consumo de bebidas com adoçantes artificiais por grávidas com diabetes gestacionais estava associado a um Índice de Massa Corporal mais elevado e um risco de excesso de peso e obesidade nos filhos, aos sete anos de idade.
 
Apesar de as bebidas com corantes artificiais estarem a substituir as bebidas com açúcar devido a questões de saúde ligadas ao consumo de açúcar, o facto é que o presente estudo sugere o contrário.
 
Para o estudo, os investigadores recrutaram 918 pares de mães e filhos oriundos da Coorte Nacional de Nascimentos Dinamarqueses. Os participantes tomaram parte de entrevistas por via telefónica nas semanas 12 e 30 da gravidez, bem como aos seis e 18 meses após o parto. Foram recolhidos dados sobre fatores sociodemográficos, perinatais e clínicos, assim como a alimentação das mães durante a gravidez.
 
Relativamente aos filhos, foram calculados os Índices de Massa Corporal e de obesidade ou excesso de peso na altura do nascimento, aos cinco, 12 meses e sete anos. Foi efetuado um questionário de seguimento aos pais, sobre a saúde e desenvolvimento das crianças quando estas tinham sete anos.
 
Os resultados revelaram que 45,4% das mães disseram ter consumido bebidas com adoçantes artificiais durante a gravidez. Embora 68,7% tenham dito consumir bebidas com açúcar adicionado, o consumo de bebidas com adoçantes artificiais – em comparação com nunca se ter consumido bebidas com corantes artificiais – por grávidas com diabetes gestacional foi associado a um aumento de 1,93 no risco de as crianças terem excesso de peso ou serem obesas aos sete anos de idade.
 
As associações foram mais observadas nos meninos do que nas meninas. A substituição das bebidas com açúcar adicionado por bebidas com adoçantes artificiais foi associada a um aumento no risco de os filhos terem excesso de peso ou serem obesos aos sete anos de idade. 
 
Por outro lado, a substituição de bebidas com corantes artificiais foi associada a uma redução de 17% no risco de obesidade e excesso de peso nas crianças.
 
Como conclusão, os achados demonstram uma associação entre a exposição intrauterina a bebidas com adoçantes artificias e o tamanho dos neonatos e o risco de excesso de peso e obesidade aos sete anos de idade dos mesmos.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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